Notícias

“Nesses 13 anos, registrei 8 boletins de ocorrência contra ele”, disse mulher que matou marido PM

A mulher afirmou que foi ameaçada pelo companheiro, e que agiu em legítima defesa. Entenda.



Ademir Marques Pestana, um policial militar aposentado de 56 anos, foi morto a tiros por sua esposa em São Vicente, no litoral de São Paulo, no último dia 4 de maio.

A mulher fugiu logo após o crime, mas após alguns dias se apresentou à polícia com o seu advogado no dia 10 de maio, cumprindo mandado de prisão temporária na Cadeia Pública do município, e sendo liberada no dia 12, para responder ao processo em liberdade. O caso está sendo investigado pela Delegacia Sede de São Vicente

Segundo informações do G1, o crime aconteceu na parte da manhã. A filha da mulher contou que saiu para comprar pão enquanto o casal discutia em casa. Após 10 minutos, ela voltou para a casa e encontrou a mãe gritando no quarto e apontando para Ademir, que estava baleado no chão.


Em choque, a esposa do policial disse que não queria ter feito aquilo e chegou a chamar o socorro, mas fugiu logo depois. Em uma entrevista ao portal G1, a mulher falou mais sobre o que levou ao ocorrido.

Segundo ela, sua atitude foi em legítima defesa, e já tinha registrado 8 boletins de ocorrência por violência doméstica contra o marido anteriormente, mas optou por manter a relação por conta das filhas do casal, além de acreditar que ele poderia mudar.

A mulher explicou que o marido já tinha a ameaçado com martelo, faca, e dessa vez com uma arma. Durante a discussão, ele pegou a arma para amedrontá-la, e ela tirou o objeto de sua mão e disparou contra ele.

Ela ainda disse que sabia que, se ele pegasse a arma, era ela quem iria morrer. Então, quis tomar o objeto dele para ninguém se machucar. Segundo a esposa, o marido continuou a ir para cima dela, e então ela disparou, com o único objetivo em sua mente de se defender. Após o crime, sem saber o que fazer, a mulher fugiu. Ela disse que tinha a intenção de se apresentar, mas ao mesmo tempo medo de deixar as filhas. Seguindo os conselhos do advogado, ela se apresentou à delegacia.


Os boletins já registrados pela mulher contra Pestana por violência doméstica foram anexados ao processo. O casal estava junto há 13 anos, e a mulher afirmou que não queria que as filhas crescessem com pais separados, assim como ela, e que também por isso permaneceu na relação, mesmo com as brigas constantes.

Cansada de lidar com perucas, jornalista se assume careca e convida pessoas a se amarem como são!

Artigo Anterior

Lei que determina afastamento de grávidas do trabalho presencial durante a pandemia é sancionada

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.