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“Olha eu de pé”, diz mulher que pulou do 1º andar de prédio para não ser estuprada

Desde que o incidente aconteceu em Goiânia que provocou lesão em sua medula, há três meses, a cabeleireira Juliane Lacerda tem feito fisioterapia para conseguir voltar a andar.



No dia 29 de janeiro deste ano, a cabeleireira Juliane Lacerda Lima, de 36 anos, estava em seu salão de beleza com uma funcionária quando um homem entrou no local e ameaçou matá-las caso elas não cedessem às suas tentativas de estupro.

O caso tomou conta dos noticiários do país na época, e as imagens de segurança de um prédio ao lado mostram o momento em que ela pula do primeiro andar para fugir e pedir ajuda.

A queda acabou provocando uma grave lesão na medula óssea de Juliane, que precisou passar por duas cirurgias e perdeu os movimentos da cintura para baixo. Após cerca de três meses de fisioterapia e tratamentos para recuperação, a cabelereira postou um vídeo em suas redes sociais mostrando seus primeiros passos.


Em seu perfil do Instagram, Juliane disse que o que parecia impossível para muitos, inclusive para ela, se tornou realidade. Ela ainda afirmou que sempre teve fé que em algum momento esse momento chegaria, e Deus lhe mostrou novamente que está ao seu lado o tempo todo, já que em menos de três meses já consegue ficar de pé.

Após a tentativa de estupro, a cabelereira precisou ficar internada no hospital até o dia 11 de fevereiro, depois de por duas cirurgias. Segundo informações do G1, Juliane fez sessões de fisioterapia no Crer e com uma profissional particular quase todos os dias da semana, tudo para recuperar os movimentos das pernas, fortalecendo a musculatura que acabou atrofiando durante o tempo em que ficou na cadeira de rodas.

O atentado fez com que toda sua rotina precisasse mudar, e a cabelereira conta que agora precisa de ajuda de familiares para realizar a maioria das tarefas de casa, inclusive realizar sua higiene pessoal. Como a maior parte de sua família mora no interior de Goiás, três parentes se revezam a cada 15 dias para não deixá-la sozinha.


Desde que tudo aconteceu, Juliane não conseguiu achar outra cabelereira para substituí-la, por isso o salão está parado, mas ela torce para retomar suas atividades ainda no fim deste ano. Segundo informações do Tribunal de Justiça de Goiás, as imagens de segurança garantiram a identificação e prisão do suspeito pela Polícia Civil.


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.


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