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Falece de covid-19 mulher que recebeu coração de Eloá

Eloá foi morta pelo ex-namorado que a sequestrou por não aceitar o fim do relacionamento. Seus órgãos foram doados e o coração foi para outra mulher, Maria Augusta.



Os pais de Eloá Cristina da Silva Pimentel, lamentaram a morte de Maria Augusta, mulher que recebeu o coração da filha do casal. Maria foi internada com covid-19 no dia 25 e faleceu na segunda, dia 3.

Conforme informações do G1, a família da transplantada relatou o falecimento de Augusta, que estava internada em um hospital particular em decorrência da covid-19.

Eloá ficou conhecida no Brasil por causa de uma tragédia. Ela tinha penas 15 anos quando foi sequestrada e morta por seu ex-namorado. Em 2008, a polícia invadiu o cativeiro e o rapaz atirou. Eloá chegou a ser socorrida, mas teve morte cerebral anunciada pelos médicos em 18 de outubro de 2008.


Do dia 17 a 17 de outubro, a imprensa transmitiu ao vivo o sequestro e seu desfecho triste. O autor foi condenado a mais de 90 anos de prisão por 12 crimes, com pena reduzida depois para 39 anos. Atualmente, ele encontra-se preso.

Depois da morte da filha, os pais decidiram que seus órgãos seriam doados. Cinco pessoas os receberam. Foram transplantados coração, pulmão, córneas, fígado, rins e pâncreas. Maria Augusta foi uma das receptoras e ganhou o coração no dia de seu aniversário, em 20 de outubro. Recentemente, ele parou de bater devido a complicações por covid-19.

Segundo a família de Augusta, de 51 anos, ela ia constantemente ao hospital para tratamentos e exames devido ao seu transplanta. Mas sabia que era do grupo de risco e era super cuidados. Familiares não saem dizer nem como, quando e onde ela pode ter se contaminado.

Depois que foi confirmada a doença, Maria Augusta estava fazendo o tratamento em casa, mas passou mal e precisou ser levada para o hospital. O caso evoluiu e ela precisou ser intubada. Infelizmente, veio a óbito depois.


Os pais de Eloá lamentaram a morte de Maria. Disseram que não esperavam a notícia, pois estavam torcendo para que ela se recuperasse da doença. A mãe disse que Maria era como se fosse uma filha para ela também, pois carregava o coração de Eloá.

De acordo com a sobrinha de Maria Augusta, a família quer discutir a possibilidade de construir um instituto com seu nome para atender pessoas carentes e fazer trabalhos assistenciais. Depois que ela recebeu o coração de Eloá, passou a fazer caridade, ajudava crianças na Ilha de Marajó todo final de ano. Os parentes querem que seu legado seja lembrado.

Quando o caso Eloá completou 10 anos, Augusta deu uma entrevista, dizendo que sua vida era um milagre. Quando soube que ganharia o coração dela, ficou muito emocionada e disse na época ser muito grata pela mãe da jovem, que permitiu a doação dos órgãos dela.


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