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Mulher que trabalhava como pedreira para pagar faculdade se torna advogada: ‘Anos de luta’

advogada e pedreira
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Aos 17, a jovem, que é de família humilde, ingressou no curso de Direito em uma universidade particular e pagava as mensalidades com os bicos que fazia na vizinhança.

Recentemente, Magalí conquistou o diploma e hoje é uma advogada completa em San Estanislao, cidade no coração do Paraguai. Agora, ela pode realizar o antigo sonho de ajudar a família, provendo-lhes a qualidade de vida que nunca tiveram antes.

Em um post compartilhado no Facebook, Magalí contou sua história e mencionou que tem muito orgulho de seu desempenho acadêmico.

Como sua família não tinha condições de cobrir as despesas que a faculdade exigia, ela começou a trabalhar como pedreira em diversos canteiros de obras da cidade. Seu primeiro trabalho foi como ajudante de obras do pai, que é pedreiro há décadas.

Mulher que trabalhava como pedreira

Direitos autorais: Reprodução/Arquivo pessoal.

“6 anos atrás isso parecia inatingível, muitas pessoas até me disseram que eu não conseguiria. Apesar disso e como muitos jovens, decidi não desistir e ser persistente “, disse a estudante.

“Ainda me vem à memória aquele dia em que tive de pagar a primeira mensalidade da faculdade e não sabíamos como iria conseguir. Como o meu pai é pedreiro também, decidimos que para chegar a essa quantia ele não ia colocar ajudante e eu decidi ajudá-lo nesse trabalho…. Meus irmãos mais novos e eu decidimos trabalhar duro por vários meses para poder pagar essa mensalidade”.

Mulher que trabalhava como pedreira5

Direitos autorais: Reprodução/Arquivo pessoal.

“Hoje só tenho gratidão à minha família e a todas as pessoas que se tornaram anjos na minha vida para que hoje eu possa ser oficialmente advogada”.

Apesar dos muitos obstáculos durante sua formação acadêmica, Magalí afirmou que “dão a este dia o sabor mais glorioso que poderia ter”, acrescentou.

Mulher que trabalhava como pedreira3

Direitos autorais: Reprodução/Arquivo pessoal.

A paraguaia também deu um conselho para outros jovens que passam pela mesma situação que ela.

“Só posso dizer que não desistam e que consegue quem perseverar. Juro perante Deus e a Pátria! Advogada inscrita no Supremo Tribunal de Justiça. Eu fiz isso!”, concluiu.

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Direitos autorais: Reprodução/Arquivo pessoal.

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“Se um filho ofende a mãe, esta não deveria atendê-lo.” (Içami Tiba )

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