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“Tínhamos algo em comum.” Mulher se casa com condenado por matar seu irmão

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Mesmo tendo sido condenado à prisão perpétua, os advogados apontaram inconsistências, reabrindo o caso há mais de 30 anos.



Os relacionamentos afetivos e amorosos muitas vezes não podem ser explicados. Quantas vezes você não olhou para um casal e se perguntou o que eles tinham em comum? Nem sempre é preciso que existam respostas, apenas os casais, dentro de suas próprias dinâmicas e rotinas, são capazes de dizer o que encontram um no outro, quando conseguem.

Um caso que tem repercutido nas redes sociais e na mídia e o de Crystal Starus e John Tiedjen, que se apaixonaram depois que ele foi condenado à prisão perpétua. Por mais que seja incomum, ainda assim existem muitos casos de casais que se formam mesmo depois de um dos parceiros terem sido condenados por algum crime, sendo que até mesmo serial killers têm sua legião de fãs.

O que se difere nesse caso em particular é que John foi condenado por ter matado o irmão de Crystal, em 1989, nos Estados Unidos. Ela perdoou o acusado e passou a trocar cartas com o presidiário por anos, selando a união na última semana, em uma casa em Cleveland. Os dois eram amigos na época, e depois da condenação, os advogados apontaram inúmeras inconsistências no caso.

John foi condenado à prisão perpétua no fim da década de 1980, pela morte de seu melhor amigo, Brian McGary. O sangue do acusado foi encontrado na arma do crime e na roupa da vítima, mas mesmo assim uma recente investigação reabriu o caso. Depois de passar 32 anos cumprindo pena, o suposto assassino foi libertado e pode até mesmo ser inocentado no futuro.


Em entrevista ao 5News Cleveland, John explica que não teve nenhuma queimadura de pólvora, nenhum resíduo de arma de fogo foi encontrado nele, nenhum arranhão ou outra evidência qualquer em suas roupas. O homem sempre alegou que era inocente à Crystal, e ela acabou o perdoando ao longo dos anos.

A mulher disse em entrevista à mesma emissora que os dois tinham algo em comum, a perda de Brian. Ela enquanto irmã, e ele enquanto melhor amigo. Foi a partir daí que os dois começaram a conversar, fazendo com que a paixão simplesmente acendesse. Como John cumpre prisão domiciliar no momento, o casamento aconteceu no gramado da casa deles, marcando o início de uma nova vida ao casal.

O novo julgamento de John está marcado para começar no fim de agosto. O casal espera que o melhor aconteça, e que ele possa ser finalmente inocentado, assim podem seguir a vida em união sem nenhum débito com a justiça. A complexidade da relação e da forma como aconteceu a união, segundo ambos, não afeta em nada o compromisso e o amor que sentem.

Nas redes sociais, a união acabou dividindo opiniões. Como o caso é delicado, por conta da gravidade do crime que John foi acusado e condenado no passado, ainda existe o agravante de Crystal ser irmã da vítima. Alguns usuários fizeram questão de compartilhar seus posicionamentos, defendendo ou condenando o casamento.


Muitos acreditam que o fato dele ter sido liberado e dos advogados apontarem inconsistências, pode ser motivo suficiente para que se presuma sua inocência. Defendendo que o amor não pode ser explicado, alguns internautas reiteram que a união é genuína e que se ela sentiu amor por John, provavelmente sabe exatamente o que sente, sendo que o medo ou a dúvida não pairam em seus pensamentos.

Já para outra parcela dos internautas, o fato dele ainda não ter passado pelo novo julgamento, ou dele estar, de alguma forma, envolvido no crime do seu irmão, pode ser motivo para que ela não leve adiante a relação.

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