Mulheres guerreiras



Uma mãe que trabalha o dia todo fora e chega em casa e ainda arranja tempo para cozinhar, dar atenção aos filhos e ajudá-los com suas lições escolares é uma baita mulher!

Hoje em dia muito se fala sobre empoderamento feminino e isso é ótimo, afinal, tantas de nós lutaram para que hoje pudéssemos exercer o direito de estudar, usar calça comprida, ir e vir e ser mais do que simplesmente uma dona de casa e geradora de filhos.

Nas músicas, na arte e nos filmes vemos esse conceito ainda mais forte, mas parei para pensar nas mulheres guerreiras que existem por aí, essas que geralmente não são notadas, a menos que aconteça uma tragédia, como é o caso da merendeira Silmara Morais, que salvou cerca de 50 crianças na tragédia de Suzano, caso tão comentado nos últimos dias.

Que mulher, meus senhores! Que mulher! Ela merece mesmo todo o reconhecimento por sua nobre atitude e, assim como ela, muitas outras.

Pare para pensar e você certamente se lembrará de uma mulher guerreira, uma mãe, uma vizinha, uma amiga, alguém de quem você ouviu falar. Cada uma delas com suas próprias lutas e conquistas.

Em minha residência, tenho diferentes gerações de mulheres guerreiras, a começar pela mais nova, 11 anos e vítima de violência, há pouco tempo tornou-se minha irmã, poucos conhecem suas dores, essa guerreira com A passou por tantas provações, e mesmo assim não perdeu seu brilho, vive a sorrir essa menina moleca.

Uma outra heroína vem aqui em casa a cada quinze dias limpar nossa bagunça. Estou para ver alguém mais feliz que essa mulher! Limpa a casa cantando e não se importa em ir embora meia hora depois do horário para ficar em frente ao espelho se arrumando, vaidosa, batalhadora e mãe, um de seus filhos é usuário de drogas e o outro autista.

Isso não a impede de trabalhar todos os dias e sair para dançar forró de vez em quando, muitos a julgam, mas poucos a reconhecem por sua incrível capacidade de se superar.

E aquela mulher que é mãe de todos? Bem, a minha “Pamis” é assim…ela abre o coração e as portas de casa para quem precisa de ajuda, cuida de mim e de um montão de gente, inclusive da minha avó que sofre um bocado com o Alzheimer e mesmo assim elas são parceiras, dormem na mesma cama, brigam de vez em quando e ao mesmo tempo se divertem!

E as mulheres que são avós, (ah, não tem condição!). Eu nunca recebi um amor tão doce quanto o de vó, elas sabem exatamente o que dizer, velam nosso sono, fazem bolinho de chuva quando estamos tristes e alegram os nossos dias. Uma das minhas vozinhas já se foi, seu apelido era algodão-doce (vocês devem imaginar o porquê), mas não é só pela doçura, mas porque ela tinha um pijaminha da cor de algodão doce, que falta ela me faz!



A outra está aqui comigo me olhando de longe e perguntando o que eu estou fazendo… eita, mulher! Depois de tantos anos ainda permanece “Phyna”, com as unhas feitas (enquanto isso eu estou parecendo uma doida com coque no cabelo e chinelos), sempre atenciosa, todas as noites fala que me ama. Não há presente maior!

Uma mãe que trabalha o dia todo fora e chega em casa e ainda arranja tempo para cozinhar, dar atenção aos filhos e ajudá-los com suas lições escolares é uma baita mulher!

Uma mulher que se arrisca para mostrar seu ponto de vista e provar o seu valor em um trabalho dominado por homens é uma mulher forte! Aquela que luta constantemente contra o racismo e o preconceito por estar acima do peso é uma mulher guerreira.

Bom, eu poderia dar outros mil exemplos, mas aí você deixaria de ler esse texto. Então, pare um pouquinho o que estiver fazendo e reflita sobre as mulheres guerreiras que você conhece!

Espero que essa leitura lhe faça bem!

De uma mulher de quase 30, que ainda tem muito a aprender, mas que no fundo ainda acredita na humanidade e na luta de nós todas por dias melhores!


Direito autorais da imagem de capa: Kal Visuals on Unsplash.






Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.