Comportamento

“Múmia” de dinossauro recentemente descoberta é tão bem preservada, que tem até pele e barriga intactas

capa Mumia de dinossauro recentemente descoberta e tao bem preservada que tem ate pele e barriga intactas
Comente!

Especialistas descobriram um Borealopelta markimitchelli, em Alberta, no Canadá, que há cerca de 110 milhões de anos morreu em um rio.

A Era Mesozoica, período que compreende de 250 a 65 milhões de anos atrás, ficou conhecida como o período em que os dinossauros surgiram, viveram e foram extintos. Conhecida popularmente como a “Era dos Dinossauros”, subdivide-se entre os períodos Triássico (250 a 199 milhões de anos), Jurássico (199 a 154 milhões de anos) e Cretáceo (154 a 65 milhões de anos).

Quando essa era se iniciou, existia apenas um continente, a Pangeia, com clima árido, quente e bem seco, que deu origem aos desertos de areia. Foi no período Cretáceo que o deslocamento dos continentes começou, e que tenha sido justamente essa separação que fez com que espécies da fauna e da flora ficassem isoladas em determinadas regiões, fazendo com que os locais se diferenciassem uns dos outros.

No período Cretáceo, último da Era Mesozoica, foi quando os dinossauros atingiram seu auge como espécie, mas também quando a biodiversidade em si já era extremamente rica. O fóssil encontrado recentemente em Alberta, no Canadá, é justamente dessa época. A espécie lembrava um grande abacaxi pesando mais de uma tonelada. Considerado um dos melhores fósseis do gênero já encontrados, seu estado de conservação surpreende e os especialistas acreditam que ele morreu em um rio do local.

Chamado de Borealopelta markmitchelli, ele era herbívoro e recebeu o nome mais acessível de nodossauro. Depois que morreu, acabou envolto em lama de uma via marítima, isso fez com que sua carcaça ficasse preservada em 3D, com extraordinários detalhes, como narra a reportagem do National Geographic.

O dinossauro foi descoberto acidentalmente em 2011, mas só foi revelado pelo Museu Royal Tyrrel, de Alberta, em 2017. Essa espécie ofereceu a oportunidade de vermos, pela primeira vez, estruturas básicas da anatomia das espécies encouraçadas e, segundo a pesquisadora e pós-doutora do Museu Real de Ontário, Victoria Arbor, é belíssimo. Ela estuda outro espécime encouraçado e bem preservado chamado Zuul crurivastator, e conta que eles nos oferecem a chance de saber, mesmo que um pouco, como se pareciam quando estavam vivos.

Em 21 de março de 2011, de maneira acidental, o operador de equipamentos pesados Shawn Funk tropeçou no fóssil em uma mina de areia petrolífera. Ele foi levado ao Museu Royal Tyrell, onde o técnico passou sete mil horas pulverizando de maneira minuciosa a areia em volta do que sobrou do dinossauro, o que durou quase seis anos. Só para tirar o crânio, foram necessários oito meses de dedicação.

Um estudo conduzido por especialistas locais mostra que o dinossauro representa um novo gênero e uma nova espécie, além disso, sugere que a cor está preservada em uma sujeira negra que reveste grande parte do seu exterior. O coautor e paleobiólogo da Universidade de Bristol, Jakob Vinther, revela que encontrou indícios químicos de pigmento vermelho-castanho feomelanina dentro dos revestimentos.

2 Mumia de dinossauro recentemente descoberta e tao bem preservada que tem ate pele e barriga intactas

Direitos autorais: reprodução/ Royal Tyrell Museum

O estudioso defende que a pigmentação encontrada na parte superior do nodossauro, mas não na inferior, como na barriga, pode ser usada pelas espécies como auxílio para regular a temperatura ou como camuflagem. Para conseguir passar despercebidos, alguns animais tinham duas cores, o que, de longe, acabava confundindo os predadores. Alguns cientistas não acreditam na teoria, já que animais com mais de uma tonelada não precisam usar estratégias visuais para se esconder de predadores.

Para a pesquisadora pós-docente da Universidade de Drexel, Alison Moyer, a descoberta paleontológica é incrível, mas que as conclusões sobre pigmentação, coloração e predador/presa apresentam alguns problemas. Como as dúvidas a respeito da química do fóssil ao longo dos anos continuam, ou confirmações a respeito da camada enegrecida são de fato uma pele fossilizada ou apenas restos de um manto bacteriano.

Embora ainda existam muitas dúvidas a serem sanadas, todos os cientistas concordam que o debate saudável os deixa ansiosos e que o nodossauro está no lugar seguro, onde deveria estar.

Comente!

Tabu: um em cada 12 se arrepende de ter filhos, diz pesquisa

Artigo Anterior

Todos nos tornamos pais dos nossos pais quando se aproxima a partida deles

Próximo artigo