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Nada do que não tira meus pés do chão vale a pena!

NADA DO QUE NÃO TIRA MEUS PÉS CAPA E FOTO 02

As coisas nunca vieram fáceis, lutei por tudo o que tenho e ainda terei. Cada conquista foi mérito de um esforço dobrado por saber que precisava ser sempre mais.



Coleciono perrengues durante todos os meus anos de vida e tive de batalhar muito para não ficar atolada no mesmo lugar.

Cresci na marra bem antes do tempo, não por vontade, mas sim, por necessidade.

Precisei amadurecer antes da hora e talvez isso tenha me deixado mais resistente.


As certezas incapazes de serem expressas por palavras abrigam a serenidade e a paz de quem encontrou o objeto da procura. Me encontrei.

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Ela gosta de café na cama, de cafuné antes de dormir e de assistir filme juntinho. Mas não se engane, ela não vai grudar em você. Quando você menos esperar ela vai te pedir um pouco de espaço e você não vai ter outra opção a não ser dar o que ela quer. Vez ou outra ela precisa disso, é como se a sua alma implorasse pra que ela fique um pouco sozinha, respirando do próprio ar, ouvindo os próprios pensamentos. É no silêncio que ela se encontra. Não tente entende-la, nem a desvendar, ela não é um mistério a ser descoberto, é só alguém a ser respeitado. Ela é intensa, não sabe sentir em conta-gotas, ou faz sol ou faz tempestade, porque não nasceu pra ser garoinha. E nada do que você fizer vai mudar isso. Ela é assim e pronto. E que ótimo! A graça dela é exatamente essa, é a inconstância, o jeito meio desajeito, desbocado, o olhar misterioso, o sorriso de quem sabe de tudo, mas que talvez não saiba de nada. Ela é diferente, dessas que não se enquadram, não se adaptam. Mulher demais para engolir e aguentar mimimi, mulher demais para achar que merece pouco.

Há uma beleza passível de ser desvendada no fim que precede o recomeço. As perdas ao longo do caminho não se comparam aos ganhos ao término da jornada. A dor da ausência não apaga a chama de um novo encontro.


Os sonhos não findam ao nascer do dia, eles abandonam o lar das ideias para tornarem-se concretos. O que eu quero de nós é bem mais simples que todas essas coisas que sonhamos acordados. Quero poder ficar deitada no seu peito enquanto você me faz um cafuné e eu esqueço de qualquer problema que possa haver no mundo.

Quero que a gente não se esqueça, mesmo com os problemas, mesmo com as dificuldades, mesmo com as pedras pelo caminho, o momento em que a gente se olhou e se reconheceu um no outro. Eu precisava me recuperar de toda a bagunça que você tinha causado aqui dentro e do caos que havia deixado em mim.

Agora acabara o inverno e o frio e as noites longas e a solidão. Hoje o choro fora de alívio. Alívio de quem por tanto tempo se fez refém de projeções em que o centro sempre foi um outro alguém. Alívio por saber que as rédeas haviam voltado a mim e de onde, na verdade, nunca deviam ter saído.

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Não tenho medo de abrir mão de algo quando começo a me sentir presa, não tem nada que eu respeite mais do que as minhas vontades, eu não me forço, nem tento me forçar, a ficar quando eu quero ir.

Não troco a minha paz interior por nenhuma comodidade, não me sustento em ter uma vidinha mediana só para não correr alguns riscos.

Eu me jogo, porque gosto da adrenalina, do vento batendo na cara, do estômago revirando. Nada do que não tira meus pés do chão vale a pena.


E quando a vida e a morte faz acontecer o encontro?

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