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NADA MAIS SOMOS DO QUE ALMAS EM CONSTANTE LAPIDAÇÃO…

A Complexidade do Ser…


Aprendi que o “Ser Humano” é um ser indescritível. E como poderia se descrever um arranjo tão diferente de células, desde a sua divisão mitótica após a fecundação, até o fim de sua formação, com toda a gama de emoções que já se vive desde o seu crescimento no ventre materno?

Como poderia se descrever um “Ser”, que antes de ser corpo já era alma. Como poderia se descrever um “Ser” que com suas vivências, por vezes, vítimas de maldades e maledicências, moldou suas ações com base em suas crenças de que caminho seguir…

Algumas vítimas de desamor, acabam por optar pelo caminho do amor, de doar tudo aquilo que infelizmente não foram capazes de receber. Outros, querem devolver ao mundo a mesma moeda que receberam, sem perceberem, que estão sentenciando a sua vida a este arranjo desarmônico para todo o seu viver.


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E ainda há aqueles que apáticos ficam, preferem se lamentarem, em vítimas se transformarem, antes de agirem e demonstrarem toda a capacidade que possuem de transformar, ao mínimo, o seu próprio mundo.

Ah… E não é preciso dizer, que o mundo é o reflexo dos mundos individuais, que reunidos em sociedade, trazem o reflexo da essência humana, exalados em suas ações. Então, fico a pensar, que não importa o que moldou cada um. A luta que é preciso buscar, é a conscientização da força inata que o “homem” carrega no mais íntimo do seu ser, sim, perfeitos não somos, mas somos obras da “Criação”, que colocou tudo no seu devido lugar, para que aqui pudéssemos viver a harmonia, o respeito, o amor e a paz juntos a quem próximo está.


E a força soberana do homem, está sim no amor, a única arma com capacidade de transformar e desarmar todas as armas da terra, que por opção carregam àqueles que preferiram dar margem ao óculos da maldade, da busca do ter em detrimento do ser, numa crença equivocada de que a vida é somente o que aqui está. E estes quando da terra partem, ao invés de se transformarem em estrelas que brilham as ações que retratam a construção, acabam por serem lembrados pelo seu poder de destruição.

Uma destruição não somente a sociedade, com os roubos que praticaram na política, nas empresas que trabalharam, com as guerras e mortes que provocaram, com os tráficos que comandaram, e infinitas outras coisas, que desqualificam o homem e marcam a sua destruição, não para o mundo, mas para si mesmo.

Por que nada mais somos do que almas em constante lapidação. Se bruscos continuarmos, mais inertes seremos do que pedras, porque até as pedras, conseguem ser lapidadas por outros homens de bem querer, ao se transformarem em arte. E o que o homem está a fazer com a arte da sua criação?

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Eis uma inquietação, que percorre a minha alma, quando assisto a cada dia o reflexo de algumas coisas que acontecem neste mundo, que me faz querer me isolar, dentro do meu próprio mundo, porque neste há, somente a paz de quem humildemente busca viver a verdade e a crença de que somos e recebemos exatamente aquilo que no Universo depositamos…





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