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Nada sobre a terra é para sempre. É preciso atravessar os pensamentos velhos, para abrir espaço para os novos…

Do silêncio para a dança, basta que haja canção. Nada sobre a terra é para sempre. Nada!  A qualquer momento, poderemos ser movidos ou removidos, como as pedras do tabuleiro de um jogo. 

Como uma planta sazonal, temos um ciclo a cumprir, um tempo permitido, predeterminado.


Não nascemos para ser potes de conservas e nem usamos selos de validade. Não, não!

Arriscamos dizer que somos donos e controladores de nossos sentimentos. Conversa! Papo de autoenganação! Nossos sentimentos são mutáveis, mortais e muitas vezes descontrolados.

O que nos alfineta o peito, como se fôssemos o porta-agulha da costureira, também se esvazia. Mas não por nossa vontade, pois a maioria das dores tem vontade própria e só parte no momento dela, e não no nosso.


Se nada é para sempre, por outro lado, nada nos impede de querer e de ser.

Do silêncio para a dança, basta que haja canção! Se não há, podemos imaginar uma, e dançar ao ritmo da imaginação.

Nada nos impede de explorar sensações que nos tirem da tristeza ou do tédio. Há menos de um palmo entre a lágrima e o riso. Tanto a dor como a alegria têm o fôlego ínfimo.


É só querer. Aqui, sim, cabe nossa vontade. A diferença está nas escolhas dos rumos e dos aleatórios sabores.

Sim, há caminhos estreitos, onde nos ferem os espinhos e nos amargam a boca, e a alma.

Do fracasso para a vitória, da perdição para a salvação, toda mudança tem a consistência de um pulo. Pule! 

É preciso atravessar os pensamentos velhos, para que haja espaço para os novos.  É preciso libertar-se das dores velhas, e das mágoas que nos deixam murchas como uma flor sem água.

É preciso que o sofrer se canse e se transforme em revolta. Não uma revolta muda e cadeirante. Isso nem é revolta, mas conformismo. Revolta boa vem com o estardalhaço de uma cavalaria ou o retumbar de uma escola de samba.

Tenha arroubos extremistas. Libere a agonia presa! Puxe a toalha, faça cair os pratos alinhados da mesa.

Afinal, as grandes mudanças não aconteceram sob o silêncio de uma bandeira branca.

Afinal, nossa vida é um cisco e temos, por obrigação, que defendê-la e protegê-la.

E, depois disso, vasculhe ao redor, vasculhe os quatro cantos do mundo, e encontre um motivo para ser feliz.

E há tantos! Pule, respire, suspire e sirva-se! 


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: vukvuk / 123RF Imagens





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