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Namoro não é prisão!

namoro não é

Por que muitos seres têm fugido – como a maioria das mulheres foge de baratas voadoras – dos namoros?



Aí vai a minha hipótese: eles fogem porque acreditam que “namorar” significa, necessariamente, “ser obrigado a conviver com cobranças sufocantes e ter de aceitar exigências mais rígidas do que as militares”.

E por que eles acreditam nisso? Na maioria dos casos, traumas do passado.

As pessoas que têm medo de namorar, geralmente, já passaram por relacionamentos extremamente asfixiantes e capazes de fazer com que os testes para entrar na CIA se pareçam atividades tão liberais quanto os bacanais jamaicanos.


Antes de aceitar – ou de propor – um namoro, eles logo pensam: “Já tenho inúmeras cobranças na vida, não preciso de mais uma!”. E raciocinando assim, infelizmente, perdem a maravilhosa chance de conhecer modelos de relação que, ao invés de trazerem novas pressões, ajudarão a amenizar as já existentes.

E sabe de onde nascem as cobranças que, de tão exageradas, vivem a assustar pessoas pelo mundo? Na maioria das vezes, elas são filhas da insegurança e um reflexo quase irracional do medo de, subitamente, ficar sem o parceiro. Explico: o cara, motivado por um pavor incontrolável de perder a namorada, começa a questionar cada passo, explicação e companhia da moça. “Onde você esteve?”. “Com quem?”. “Ele deu em cima de você?”. “Ele é bonito?”. E por aí vai… E ele faz isso achando que, agindo dessa forma – como um interrogador do serviço secreto -, aumentará a chance de mantê-la perto dele. Imensa ilusão! Pois quanto mais ele cobrar coisas desnecessárias, mais ela se sentirá sufocada, e, consequentemente, mais nadará para longe dele. E sabe o pior: não existe cobrança capaz de evitar uma traição ou impedir que ela se apaixone por aí. Infelizmente. Porém, uma coisa é muito certa: se sufocá-la, bater o pé sempre que ela quiser sair e ameaçar colocar um rastreador sob a pele da senhorita, muito provavelmente, triplicará as chances de fazê-la desistir de você. É sério!

O contrário também é verdadeiro: quando o cara, diferente de todos os psicopatas anteriores, dá total liberdade à moça, ele multiplica (por mil) as chances de ela querer voltar correndo pros braços dele. Por quê? Pois é muito bom ficar perto de alguém que nos incentiva a voar e que não nos priva da individualidade imprescindível a todo e qualquer ser humano. É maravilhoso namorar pessoas que, ao invés de âncoras, funcionam como asas. Existe um pedaço da música Condicional, dos Los Hermanos, que resume bem a importância de darmos liberdade a nosso parceiro: “Sei, tanto te soltei, que você me quis em todo lugar”. Sacou? Deixá-la soltinha é uma demonstração de amor, por mais contraditório que possa parecer.

“Então está me dizendo que namoro algum precisa de cobranças?”, você me perguntará. E eu, sem medo de chocar, afirmo: “Exato!”. Se o namoro não é uma obrigação, atividade forçada ou um contrato com multa de rescisória, por que diabos você precisaria cobrar atenção, carinho e fidelidade do seu parceiro? Não faz sentido.Se você não algemou o cara a você, por qual razão você precisaria lembra-lo de que ele precisa voltar? Um namoro cheio de cobranças, em minha opinião, já está condenado ao fracasso. Sabe por quê? Pois uma enxurrada de cobranças demonstra, claramente, que o namoro já perdeu o essencial: a vontade de estar, cativar e ser fiel ao outro. Percebe? Se você precisa agir como uma espiã para que o cara seja fiel a você, procure outro. Ou nenhum.


Ao invés de ficar cobrando beijos, que tal achar outro que beijará a sua boca sem que você precise pedir?

Ao invés de ficar cobrando as coordenadas do cara, que tal confiar nele? Você não consegue confiar? Mas ele deu algum motivo? Se deu, arrume outro. Se é apenas insegurança sua, arrume um bom psicólogo.

 

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Escrito por Ricardo Coiro – Via CATWALK

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