Não aceite ser o curativo para um coração ferido!

Existem pessoas que, pela ânsia de terem um(a) parceiro(a), se submetem a qualquer situação. Ao que parece, elas já abandonaram o respeito por si mesmas.

Eu me refiro àquela pessoa usada como curativo para o coração do outro, mas não se valoriza o suficiente para recusar essa condição.

É um perfil de pessoa que, por alguma razão, não se sente digna de ser amada por ser quem é, então, ela fica à espreita, na expectativa de encontrar alguém que viva um luto amoroso, para que ela possa oferecer seus cuidados e, quem sabe, ser recompensada com alguma migalha.

A pessoa se dedica integralmente a quem está em profundo sofrimento por um outro alguém, seja um(a) ex ou um amor platônico.

Ela tem consciência de que não é admirada, não é desejada, nem é alvo da atração do outro, mas ela nutre a esperança de ser aceita por gratidão.

Lamentavelmente, essa pessoa vai se comportar como um cachorro espiando alguém se alimentar, à espera de que alguma migalha caia ao chão para que ele coma. Ela ficará sempre à disposição para enxugar as lágrimas do ferido, vai ouvir todas as lamúrias, vai se dar conta do quanto a pessoa é o estepe da outra, mas, tudo bem, ela fica ali.

Há relacionamentos que nascem dessa dinâmica: o ferido tenta esquecer o passado com essa pessoa que está ali, o tempo todo, disponível e sedenta por um fiapo de atenção.

É o tipo de relacionamento mais deplorável que existe! Você percebe claramente alguém se comportando como quem está fazendo um favor, sem nenhuma empolgação, sem brilho nos olhos e um outro se desdobrando para agradar, desesperado(a) para se tornar prioridade na vida de quem o trata como uma opção fajuta.

O tempo passa, o ferido restabelece um pouco as forças e percebe que não tem como permanecer ao lado de alguém que não admira.

Então, ele deixa a bengala de lado e alça voo. Estava escrito, não é?


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: hetmanstock/123RF Imagens.



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