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Não coma o fruto proibido dos tempos atuais!

Talvez o mundo nunca tenha buscado tanto à paz como nos últimos anos. Antes, “exclusividade” dos budistas, agora, praticamente um estilo de vida; o número de praticantes de meditação multiplica-se diariamente. O símbolo da paz e equilíbrio, o estado-zen, geralmente é associado à imagem de um monge meditando no cume da montanha. Mas adivinha só? A paz não está no cume do Tibet. Bem, na verdade, ela pode estar lá… Mas você não mora isolado do resto do mundo, no templo do cume do monte. Mora?



Se a paz não descer da montanha e te acompanhar para onde quer que você vá, sua sede de vingança continuará aguçada, sua torcida pelo mal alheio continuará saltando em seu coração, e sua colheita continuará sendo de frutos doentes.

Alguém está num relacionamento com a sua/seu ex, e você torce para que um deles se ferre, torce para que o relacionamento deles fracasse; você sabe que deveria desejar sucesso e felicidade, você até quer, droga!, na verdade, você até tenta, mas se olhar com sinceridade para o seu coração, ele bomba desejos de que a pessoa sofra o mesmo que você sofreu.

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É a mesma coisa com aquela pessoa que te fechou no trânsito, ou com aquele motorista que não parou quando você deu sinal; É a mesma coisa com alguém que, aparentemente não merece, mas conseguiu viajar para onde você sempre sonhou, e você acha injusto, deseja que chova horrores durante toda a sua estadia; No cotidiano, é o seu desejo de morte ao bandido que te roubou; No trabalho, ele é a sua torcida para que o supervisor que te humilhou seja demitido…

Este é o nosso fruto proibido dos tempos atuais!


Não sejamos hipócritas: ela tem um gosto maravilhoso.
Não sejamos ingênuos: os efeitos colaterais são nocivos.

Passamos muito tempo nos escondendo sob a sombra de Deus e o Diabo, para justificar as coisas boas e ruins que acontecem em nossas vidas, mas para aqueles que tiveram coragem de se encarar diante do espelho, a verdade veio com uma responsabilidade gigantesca: nós somos responsáveis pelo bem e mal que fazemos, a nós e aos outros. Se comermos do fruto, não é culpa da mulher, nem da cobra, nem do próprio Criador, mas nossa, pois nós escolhemos comer. Em outras palavras: nós escolhemos nos vingar, nós escolhemos desejar o fracasso alheio.


É um ciclo autodestrutivo: comemos o fruto proibido, plantamos a semente daquele mesmo fruto, colhemos o mesmo fruto, o comemos… Ou: reagimos com ódio, plantamos ódio, colhemos ódio, reagimos com ódio…

O filósofo Epiteto disse: “o que importa não é o que lhe acontece, mas como você reage”. A melhor reação é jogar o fruto proibido fora, livrar-se dele, deixar pra trás, deixar pra lá! Você o colheu, talvez você não se lembre de tê-lo plantado, mas plantou; quebre o ciclo, jogue-o fora e plante algo melhor!

Permitir-se remoer as lembranças ruins, alimentar planos de vingança, sonhar com o fracasso de quem lhe ofendeu, é como carregar o fruto consigo, pra lá e pra cá; E se você carregar o fruto consigo… Uma hora você acaba por comê-lo! Principalmente na hora da fome. Ah, principalmente na hora da fome!

Nós somos seres julgadores. Muito desta coisa toda se dá porque não achamos justo que a pessoa saia da situação impune, enquanto você se vê obrigado a recolher os caquinhos dos seus sonhos, amor, orgulho, ego. Mas pense nisso: a lei do retorno vale para todos. Deixe que a Vida cuide da pessoa, que a Vida julgue, castigue, ensine ou perdoe – Atenção! Ser perdoado não significa livrar-se das consequências! Ela não vai se livrar da própria colheita. Quer se vingar? A melhor vingança é receber sementes do fruto proibido e plantar sementes do fruto da vida, do amor, da alegria, do sucesso, etc.

Num dos episódios da Batalha dos confeiteiros Brasil, o Buddy Valastro disse: “se o bolo tá torto, tá torto!”. Eis uma lição disto: não adianta dar desculpas, não adianta torcer para que o concorrente também erre na receita, não adianta culpar os colegas, a forma, a mesa… Se o bolo está torto, está torto. Ou você vai lá e conserta, ou você aceita que está torto e você deu o seu melhor, você aprendeu e vai tomar cuidado para a próxima vez. Isto serve para a vida! Se está torto, está torto!

Sem perceber, estamos perdendo tempo, com vingança, raiva, lamentações… Quando podemos (e devemos) dedicar nossas forças em construir um futuro melhor, em plantar coisas boas, em agir com amor e reagir com paciência. Isto é trocar o “eu sou prejudicado” por “eu sou o-que-você-quiser”. Eu sou amado. Eu sou respeitado. Eu sou valorizado.

Quer você relembre de algo ruim que aconteceu, quer você imagine o que você quer que aconteça, você está alimentando a sua mente, a sua energia, o Universo, de pensamentos, sentimentos e ações. Isto é inevitável. Mas já que você vai pensar em algo, por que não pensar em algo bom, em algo que não vá prejudicar aos outros de forma intencional? Por que não livrar-se do fruto proibido e extingui-lo?

Se você não tem planos melhores, então está na hora de fazer! Invista em você, invista nos seus sonhos, invista no seu futuro! Dedique o tempo da plantação para fazer o bolo perfeito, e não para torcer que os outros errem a receita.

A paz vai descer às ruas da cidade, quando as reações aos insultos forem de compreensão, compaixão e empatia.

“Se você não puder falar com respeito e amor, espere até que possa.”

— Amma

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Esta frase resume tudo. Se não puder interagir com alguém com respeito e amor, por que interagir? Especialmente em momentos de tensão, no que a falta de amor e respeito vai ajudar? Se cada vez que alguém ou algo nos ferir, nós esperarmos estar com respeito e amor para reagir a isto, o fruto proibido irá apodrecer sem ninguém dele comer. Não seremos expulsos do paraíso, mas faremos do nosso mundo “pecaminoso” o paraíso em si.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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