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Não confunda pessoas curiosas com pessoas solidárias… muito cuidado!

Toda a atenção se faz necessária  quando estamos atravessando momentos difíceis. Isso porque, quando estamos fragilizados, ficamos vulneráveis e o nosso discernimento pode ficar comprometido.



Nesse contexto podemos ser vítimas daquelas pessoas que não se importam conosco ou que nos desejam mal.

A porta de entrada pode ser uma curiosidade disfarçada de interesse.

Isso mesmo, algumas pessoas nunca se interessam pelo nosso bem estar, entretanto, são tão dissimuladas que podem nos convencer do contrário, dependendo da situação.


São verdadeiros mestres na arte de se passarem por “bons samaritanos”, quando, na verdade, estão apenas buscando uma forma de acessar a intimidade do outro para colher todas as informações possíveis e depois expor aquela vida.

Todo o cuidado é pouco sobre com quem falar a respeito dos nossos problemas. O que não falta é curiosidade disfarçada de ombro amigo ou lobo em pele de cordeiro. 

Sei bem da importância do desabafo, é maravilhoso ter com quem dividir as nossas dores. Sei também que sofrer calado pode piorar, e muito, a situação de alguém.

Entretanto, vale lembrar que, as consequências de expor os nossos problemas às pessoas erradas poderão ser muito mais graves do que as de sofrermos calados.


Quando estiver atribulado e sentir vontade de falar com alguém sobre isso, ou alguém perceber que você está abatido e se aproximar tentando investigar a respeito, não seja impulsivo(a), pense bem se vale a pena expor algo tão delicado. É preciso avaliar o grau de intimidade que você tem com essa pessoa, é preciso considerar se essa pessoa tem a devida maturidade para lidar com o sua questão. Se ficou em dúvida, não se exponha.

Às vezes o melhor  a fazer é silenciar, fazer uma prece e focar na resolução do seu problema. Se é para buscar ajuda, busque-a  em quem possa te oferecer algum recurso, pois falar apenas para desabafar poderá ser desastroso e as consequências, irreversíveis.

Precisamos entender que nem tudo o que sofremos precisa chegar aos ouvidos alheios, isso é prudência, é zelo com a nossa privacidade. Precisamos treinar o nosso discernimento nos momentos de angústia, caso contrário, teremos que lidar com os nossos problemas e as consequências da exposição desnecessária deles.

Você quer um exemplo de uma pessoa curiosa que se passa por solidária?

Pois bem: Imagine um rapaz que mora na capital e que tenha um tio no interior. Sempre que possível, esse jovem viaja para a cidade onde esse tio mora, passa na rua dele e nunca o visita.

Daí, esse tio falece e o sobrinho resolve sair da capital para ir ao velório dele. Isso faz sentido? Não, né? Trata-se de pura curiosidade disfarçada de solidariedade. Para algumas pessoas, os velórios são vistos como  eventos sociais,  acreditam?

Na dúvida, pense assim: o fato de eu contar o meu problema para essa pessoa vai trazer algum benefício para mim, de forma objetiva?

Se a resposta for “não”, opte pelo silêncio e vá falar com aquele que nunca nos expõe, o nosso Pai Celestial, que nos ouve em secreto e nos consola. Combinado?

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Direitos autorais da imagem de capa: bowie15 / 123RF Imagens

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