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NÃO DEIXE QUE PRECONCEITOS DESTRUAM OPORTUNIDADES!

Conto:
A ideia do preconceito refere-se a um conceito formado de forma antecedente a construção dos fatos. É muito comum ver pessoas ainda hoje em dia em pleno século XXI, criando ideias errôneas da capacidade de um ser humano.


Por sua cor de pele são colocadas em duvida sua inteligência, talento, capacidade profissional e intelectual. Pequenos gestos no dia a dia podem fazer a diferença. Cada um pode fazer sua parte, sendo mais humano e respeitando as diferenças.

Laura tinha acabado de se formar em jornalismo. Para realizar seu sonho de ser uma correspondente internacional, teria que aprender outro idioma, assim sendo, foi para Madrid fazer um curso intensivo de espanhol. Conseguiu um estagio no jornal que Marco um amigo do seu ex-professor de faculdade era editor chefe. No começo ela ficou frustrada, com o espanhol ainda precário ela passava quase que o dia inteiro separando correspondências.

Meses depois o jornalista que entrevistaria um famoso pintor Frances radicado a mais de trinta anos na Espanha, teve um contratempo e não foi trabalhar. Essa era a grande chance de Laura, ocupar o lugar do colega e provar para Marco que ela já estava pronta para dar voos mais altos.


A entrevista com o famoso pintor foi marcada em um café boutique, numa charmosa praça de Madrid. Laura chegou no local combinado trinta minutos antes, estava nervosa mas muito feliz com a possiblidade de conhecer Nicolette, um homem que era um verdadeiro ícone do mundo das artes plásticas. Laura não teve tempo de fazer uma pesquisa a fundo a respeito do famoso pintor, mas sua importância no meio artístico e suas obras valiosíssimas eram o comentário do momento.

Ela sabia que teria que dar o seu melhor, pois só assim conseguiria conquistar a confiança de Marco e quem sabe um emprego definitivo no jornal. “Como será Nicolette? Ele deve ser um homem muito pratico e objetivo, será que terá paciência com uma aspirante de jornalista, como eu?” Pensou Laura. Apesar de todo seu talento e sucesso Nicolette não gostava de aparecer na mídia, era discreto e muito reservado. Talvez seja por esse motivo que em pleno ano de 2001 nenhuma foto do pintor foi encontrada na internet o que assustava um pouco Laura, afinal como ela o reconheceria? Então, se lembrou que Marco disse a


Nicolette que ela “a jornalista” estaria usando um suéter amarelo. Laura olhou a sua volta e felizmente ela era a única que vestia um suéter amarelo, respirou aliviada imaginando que quando Nicolette chegasse provavelmente se aproximaria dela.

Mesmo sabendo que estava perto de dar um grande passo em sua carreira a insegurança lhe assombrava. Laura respirou fundo e tentou controlar sua ansiedade, era simples, ela teria que esperar Nicolette chegar, fazer as perguntas e pronto, a primeira parte de sua entrevista estaria concretizada.

A jovem jornalista continuava compenetrada em suas anotações, quando foi interrompida por um homem de aparência simples, baixo, negro, aparentando seus quarente e cinco anos de idade. O homem lhe pediu licença e gentilmente lhe perguntou se ela esperava por alguém, nesse momento Laura lhe olhou de cima a baixo e disse: Me desculpa, mas ninguém que o senhor deva conhece, e seguiu: por favor o senhor pode me dar licença que estou ocupada?

O homem se afastou e sentou-se em uma mesa próxima a dela. Pediu um café e começou a fazer uns rabiscos nos papeis que trazia. O tempo foi passando e nada de Nicolette aparecer, Laura olhava a sua volta, mas em sua concepção ninguém ali tinha a aparência de um pintor famoso. Ela começou a ficar impaciente, teria levado um furo logo em sua primeira entrevista? Isso seria uma catástrofe!

Uma hora depois, Laura desiludida e frustrada pede a conta e resolve ir embora, sem saber que Nicolette estava muito mais perto do que ela imaginava.





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