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Não desperdice seu tempo com o que lhe faz mal! desprenda-se de tudo que fere. A vida é um sopro!

Permita-se viver antes de morrer – Hey Ho let’s go! Siga o passo para a dança do baile que a vida lhe dá, todo dia.

Devo confessar para vocês um grande medo que se deve ter na vida: é o de chegar perto da morte e descobrir que não viveu bem o suficiente. Seja por doença, idade ou acidente, o medo de morrer, sem ter vivido bem, é apavorante.



Não sinta medo de viver, de provar, de cair e levantar. Sinta medo de não ter amado as pessoas certas, desperdiçando tempo e energia com quem não merecia; medo de não ter tido o casamento que merecia, de não ter sido o pai/mãe que deveria para os seus filhos; de não ter desempenhado tão bem suas funções como poderia, de não ter dado o melhor de si.

Medo de chegar – para quem crê que exista algo superior – e olhar para cá pensando:

– Meu Deus, eu não curti quando tive chance, não ri o quanto deveria, agarrei-me em raivas, tive tremenda preguiça de viver, reclamei feito um condenado e fui infeliz.

Vivemos no automático, com smartphones algemando nossas mãos, vedando nossos olhos e nos afastando do que realmente importa aqui: contato humano. Perdemos a mão quando o assunto é humanizar-se. Não conhecemos nossos vizinhos, não nadamos nas piscinas de nossos prédios, não jogamos futebol com nossos filhos; perdemos aquele contentamento infantil de se encantar com o banho de chuva, mangueira ou balde; estamos constantemente insatisfeitos, queremos sempre mais, o melhor, o maior.

Desaprendemos lidar com o amor; desperdiçamos, às vezes, nossos últimos anos travando batalhas; com pés fincados na arena, num verdadeiro duelo de titãs, medindo forças, gritos/silêncio e orgulho.


Está para nascer sentimento mais nocivo do que orgulho; ele nasce, cresce, finca raízes e desperdiça muita flor dentro de bons terrenos. É o grande veneno que impede vida longa de relacionamentos; envenena a alma, mata aos poucos o respeito pelo outro, a vontade de estar junto. O afastamento fica tão grande que dali a pouco você já nem lembra mais como era (bom) estar perto daquela pessoa, esquece a falta que o toque faz.

Ao olhar para trás vejam o quão tolos somos. Nós nos matamos de trabalhar, enquanto outras pessoas criam nossos filhos; trocamos jantares em família, por mesa de bar; idas ao cinema acompanhado dos amigos, pela tela do celular.


O grande mal da sociedade moderna é essa perda de vida harmoniosa, partilhada, unida. Estamos todos atolados em várias coisas ao mesmo tempo, desorganizados, desalinhados, desleixados.

Constatar isso dói, dói muito olhar para o que passou sentindo que pouco tempo lhe resta para se encontrar e se consertar.

A vida é tão breve, um sopro. Realmente, literalmente, um sopro. Nada mais que um bilhete para uma viagem intensa, rápida. Nesta viagem há uma ressalva: não há volta, o trem é só de ida.

A vida não admite replay (o jargão é um pouco cafona, mas verdadeiríssimo). No trem da vida, caros irmãos, somos só passageiros, prestes a partir, bem diz Ana Vilela.

Não deixe para consertar os erros quando não houver tempo, não espere a velhice chegar para perceber que poderia ter sido feliz, que poderia ter feito alguém feliz.

Converse sem precisar discutir; abrace sem precisar sufocar; explique, sem precisar apontar. Desabafe, desabe, desague em lágrimas – se sentir que é preciso; não abafe sentimento ou mágoa, isto lhe abrirá rombo na alma e, certamente, uma úlcera no estômago. Tudo de ruim que você absorve vira doença. Controlar a acidez do seu organismo é responsabilidade sua, e sua falta de cuidado com a (des)ordem de sua vida é (de)mérito seu e de ninguém mais.

Não desperdice seu tempo com o que faz mal, não, desprenda-se de tudo que fere. Lute pelo bem e mude a direção do leme todas e quantas vezes achar que deve. Mudar de direção, escolha e pensamento é dever seu; sua felicidade e sua vida são compromissos seus e de mais ninguém.

Não fique aí jogado no sofá sentindo-se doente e culpando o outro por todas as suas mazelas, fracassos e atrasos. O erro é seu também, a obrigação de perceber e resolver é tão sua quanto daquele que você aponta o dedo indicador.

Deixe o coitadismo de lado, isso é chato! – ah, ele acabou com minha vida, – Ah, essa mulher está acabando com minha saúde… PARE!

Há três tipos de pessoas insuportáveis na vida: aquela que só reclama, a que se faz de coitadinha e a que culpa tudo e todos pelos erros que na verdade são dela. Quem está acabando com sua saúde, corpo, trabalho e vida é você mesmo. Não transfira sua culpa para ninguém. Assuma sua parcela, mude (ou não), melhore (sempre) e siga em frente. Descalce esses calçados de vítima, pois nós sabemos que em todo ponto de vista há vista de dois pontos.

Ademais, viva! Lute. Ame. Se der, fique; se não, vá embora. Não dramatize. Não aponte culpados quando você também for. Cuide! Cuide-se, antes que ela se vá. Apresse-se. A vida é breve. Lembre-se: “A gente não nasce, começa a morrer.”

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Direitos autorais da imagem de capa: asife / 123RF Imagens

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