Reflexão

Não é difícil lidar com os filhos, difíceis são os pais que não encontram tempo para lhes dar atenção!

Crianças precisam dos pais e responsáveis para guiá-las pelo mundo, e o que parece uma “birra” ou um “mau comportamento”, pode, na verdade, ser um sinal de que você não está sendo presente.



A criação infantil é um dos temas mais espinhosos a se debater, isso porque cada família tem a própria estrutura, que responde a um conjunto de regras e normas sociais que, nem sempre, serão iguais em todas as partes do mundo. Se hoje bater nos filhos se tornou uma atitude malvista, há poucos anos era considerada normal e até corriqueira.

Conforme as gerações vão mudando, mudam também os valores que elas carregam. Antigamente não era comum abordar questões de saúde emocional publicamente, hoje todos (ou grande parcela) compreendem a importância de uma terapia para aguentar as frustrações da vida. Com essas mudanças, até a forma de criar as crianças se alterou!

Uma criação neurocompatível e que respeite o desenvolvimento infantil, baseando-se no tempo de cada um, é uma das formas mais procuradas pela nova geração de pais.


Outra coisa que foi capaz de alterar completamente a maneira como lidamos com absolutamente tudo em nossas rotinas foi a popularização e disseminação dos eletrônicos. A maioria da população possui um smartphone, um tablet ou notebook, e as crianças estão crescendo expostas a essa nova realidade.

Muito se fala sobre a exposição infantil excessiva às telas. Alguns pediatras afirmam que pode causar irritabilidade, outros acreditam que elas podem ser aliadas, desde que usadas com cautela, e outros ainda pensam que não existe problema algum, já que ainda não há estudos concretos a respeito do assunto. Mas quem mais usa os eletrônicos talvez nem sejam as crianças e, sim, os próprios pais!

Já reparou como muitos deles vivem pendurados em seus aparelhos? Compartilham suas vidas para centenas de pessoas desconhecidas, esquecendo de viver o presente e olhar para quem mais precisa: os filhos! Crianças aprendem mais através dos exemplos do que dos discursos, e se estão o tempo todo pedindo para assistir a vídeos no YouTube ou para jogar no seu celular, talvez seja porque apenas o copiem.

É importante salientar que não existe certo e errado no trabalho de criar (com exceção, é claro, de casos extremos), mas as crianças costumam dar sinais claros quando algo não está indo muito bem. Irritabilidade, choro, as famosas “birras”, uma série de comportamentos que as transformam em “minimonstrinhos” para a sociedade, mas que reflete apenas a falta de compreensão. Elas querem ser ouvidas!


Não basta apenas colocar uma criança no mundo e satisfazer seus desejos de consumo sempre que possível, a verdadeira criação vai muito além disso. A conexão que um filho cria com sua família está nos detalhes da rotina, naquele dia em que tudo dá errado e a única coisa que resta é rir, naquela refeição que vocês preparam juntos, naquela noite de histórias e nos cochilos dos finais de semana.

Um domingo de sol, gargalhadas, um sorvete e aquela tarde de desbravar o mundo. As crianças, assim como os adultos, frustram-se com os estímulos que recebem, com as coisas que dão errado e até com os sentimentos que ainda não compreendem.

Quando fazem “birra”, não querem “te manipular”, só precisam de um pouco de atenção. Sente-se ao seu lado um pouco, enxergue o problema dela como se fosse o problema de um colega adulto, comporte-se como você se comportaria com seus pais, por exemplo.

Encontre tempo para ensiná-la a lidar com as situações que dão errado na vida, porque nós já sabemos que isso vai acontecer mais vezes do que gostaríamos, mas faz parte da existência humana. Seu filho precisa de você, precisa que você tente compreendê-lo, precisa de você como guia para essa jornada tão maravilhosamente complexa e bela!


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