Comportamento

“Não é facilitando a vida dos filhos que eles serão fortes, é o contrário”, diz Wendell Carvalho

nao e facilitando a vida dos filhos que eles serao fortes e o contrario Wendell Carvalho

Em muitos casos, o excesso de proteção e cuidado com os filhos pode gerar o resultado oposto ao esperado.



Wendell Carvalho é especialista em mudança comportamental e estratégias para atingir metas. Estudando nos Estados Unidos com Anthony Robbins, estrategista, escritor e palestrante motivacional, e com T.Harv Eker, “guru da riqueza”, Wendell já treinou pessoalmente mais de 117 mil alunos em nosso país, além de oferecer conteúdo através das redes sociais.

Também já atuou como coach e mentor de empresas como Claro, Petrobras, CVC, Sebrae, Vivo, Banco do Brasil, Caixa, entre outras. Em seu perfil no Instagram, onde é seguido por 6 milhões de pessoas, ele está compartilhando sempre muitos conselhos sobre diversas áreas da vida, que podem nos fazer repensar sobre diversas questões pessoais.

Algumas das suas reflexões mais  interessantes referem-se ao relacionamento de pais e filhos, já que essa é uma das questões mais importantes para quem cria uma criança desde os seus primeiros instantes.


Entre todas as suas frases, separamos uma bastante interessante, e que certamente dá a esses pais algo sobre o qual pensar. A frase diz que “não é facilitando a vida dos filhos que eles serão fortes, é o contrário”.

Para muitos pais, especialmente aqueles de primeira viagem, o melhor caminho na criação dos filhos é tornar as vidas dos herdeiros o mais fácil possível. Seja porque eles próprios sofreram muito na infância ou porque querem que os filhos não passem por nenhuma dificuldade, esses pais fazem tudo pelos pequenos, deixando para eles apenas a boa parte da vida.

Esse comportamento se mostra em diversas áreas da vida da família. Os pais que facilitam o caminho para os filhos não fazem questão que eles ajudem em casa, que estudem tanto e que tenham algum tipo de responsabilidade muito grande.

Lavam as suas roupas, louças, até fazem as suas tarefas e pegam todos os seus problemas para resolver. Dessa maneira, pensam que estão aliviando os filhos para que eles se concentrem em fazer as coisas por si mesmo, mas o efeito pode ser o oposto disso.


Embora não seja certo que as crianças tenham de lidar com responsabilidades de adultos, ter algumas responsabilidades desde cedo e aprender a encarar os próprios erros têm um valor muito importante em seu presente e futuro.

As crianças que aprendem desde cedo que o mundo não gira ao seu redor e que precisam contribuir com as pessoas e ambientes dos quais fazem parte têm mais chances de se tornar adultos responsáveis, conscientes e dispostos a apoiar quem precisa.

Os filhos que não recebem tudo de mão beijada, mas que precisam se comprometer para receber certos benefícios, compreendem melhor o funcionamento do mundo e têm menos probabilidade de se tornar pessoas “encostadas”, que não conseguem fazer nada sozinhas e  colocam as suas responsabilidades nas costas de outras pessoas.

É claro que os exageros não fazem bem, precisamos compreender que as crianças não são capazes de lidar com as mesmas situações dos adultos e que devemos lhes passar apenas as coisas apropriadas, mas deixá-las livres de qualquer tipo de obrigação pode ser mais prejudicial do que benéfico.


Os pais são os maiores responsáveis pela construção do futuro dos filhos em seus primeiros anos de vida, e é preciso que estejam preparados o máximo possível para essa missão tão complicada.

Embora o desejo de dar o mundo aos filhos seja muito grande, devemos pensar em que tipo de pessoas deixaremos para o mundo, se fizermos isso. Às vezes, dificultar um pouco sua rotina é uma das maiores provas de amor que podemos dar a eles.

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