Não é justo manter alguém do lado sem a intenção de fazê-lo feliz

Há uma verdade que só descobrimos depois de quebrarmos muito a cara: o fato de nos anularmos para agradar o parceiro não significa que seremos amados por isso, nem mesmo reconhecidos.

Numa relação saudável, uma pessoa não faz exigências ou imposições para aceitar a outra. Os defeitos e as virtudes são avaliados e, caso o saldo seja positivo para ambos, a relação se estabelece.

Dessa forma, cada um vive a liberdade de ser quem é, sem anular a própria identidade para ser aceito. Os ajustes que acontecem não geram aquele sentimento de sapato que machuca os pés. São concessões que ambos fazem em prol da relação.

Em alguns vínculos, uma parte se desdobra pelo bem da relação enquanto o outro não move uma palha. Pior ainda, aquele que tanto se sacrifica não recebe o devido reconhecimento e nem a reciprocidade daquilo que oferece.

Na verdade, existe um que se anula e um egoísta que só sabe se impor e cobrar. É aquela balança que só pesa para um lado, totalmente desproporcional nos quesitos dar e receber.

A pessoa que tanto cede acredita que ela não é reconhecida pelo parceiro porque ainda não cedeu o suficiente, há a crença de que quando ela ceder ao ponto de “ficar perfeita” aos olhos do parceiro, ela será profundamente amada e reconhecida por ele.

Ledo engano, o amor não negocia nada para se manifestar, ele não impõe condições do tipo: estar mais magro (a), passar num concurso, ganhar mais dinheiro etc.

Se essa for a sua realidade, reaja enquanto é tempo. Na realidade, existem muitos viúvos de esposas vivas e viúvas de maridos vivos. São pessoas que vivem como sombra ao lado do cônjuge, tratadas sem nenhuma consideração, como se elas não tivessem vontades nem direitos.

Falei de casamento, mas isso se aplica aos namoros, noivados e uniões, no geral. É muito triste manter alguém ao lado sem a menor intenção de fazê-lo feliz.


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