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Não era você…

Te vi, caminhando na rua, um andar que eu conheço tão bem, você mexendo na sobrancelha, típico de você, uma mania que eu implicava, mas que eu amo.



Aquele seu andar distraído e decidido ao mesmo tempo, o que será que estava tocando no seu fone? Será que era nossa música? Ou alguma música que eu te apresentei e você disse que eram chatas, mas depois não parava de ouvir.

Dentro da sua mochila, será que estava o livro que te dei que você disse que não largaria mais, será que cumpriu a promessa?

Ah, se você soubesse o tanto de tempo que fugi desse encontro, mesmo que só eu tenha te visto, já valeu muito. Um sopro de alegria invadiu minha alma.

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Mas aí, olhei pra trás pra te olhar mais um pouco, você que eu tão conheço. Não era você! Era um desconhecido. Acredita?

Confundi teus gestos e jeitos com outro, seria uma traição de conhecimento sobre o meu gostar de ti?


Aquele andar não era o seu, a mexida no cabelo e na sobrancelha também não, nada do que eu havia visto e sentido era verdade.

No mesmo momento, o sopro de alegria passou, e deu lugar a um sentimento estranho…

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A necessidade de te encontrar em outros rostos e manias não funcionam, e na verdade, eu nem quero isso no fundo.

Só que acho que passei tanto tempo te querendo e amando tudo em você, que não sei mais como não querer, desaprendi isso de não te amar.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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