Comportamento

“Não, eu não estou ficando velha, estou ficando seletiva, apostando meu tempo em mim mesma!”

Capa Nao eu nao estou ficando velha Estou ficando seletiva apostando meu tempo em mim mesma

Ao contrário do que muitos pensam, quanto mais velhas ficamos, mais liberdade temos de ser quem somos e viver como bem entendemos.



Muitos encaram o avanço dos anos como algo prejudicial, principalmente para as mulheres. Dizem que quanto maior a idade, mais nos afastamos da beleza, da leveza de espírito, da espontaneidade, mas eles não poderiam estar mais errados!

Existe sim muita beleza na juventude, nas primeiras experiências, mas também existe uma fragilidade por ainda não ter tanto repertório na bagagem. Infelizmente, quanto mais novas, menos armas temos para nos defender daqueles que querem nos manipular de tantas formas. Querem-nos eternas jovens, pois sabem que, com o passar dos anos, é cada vez mais difícil nos enganarem.

O que não contam é que, com a idade, vem o melhor dos amigos: o autoconhecimento. Apenas depois de um bom tempo vivendo na sua pele, você consegue se enxergar de fato, abraçar-se por completo, inclusive as partes de que não gosta, compreender e aceitar as escolhas que a trouxeram até aqui, entender quem é, quem quer e quem não quer ser.


É claro que é possível ser uma jovem esclarecida, mas existe um conhecimento sobre si que só é conquistado depois de muitos anos de caminhada pela jornada da vida. Depois de muito lutar contra nós mesmas na juventude, revoltadas por nunca chegar perto dos ideais dos outros e até dos nossos, é na maturidade que vem a trégua consigo mesma. Mulheres maduras não são a antítese da leveza e da espontaneidade, muito pelo contrário.

É muito mais fácil encarar a vida com olhos mais gentis depois de experienciar as milhares de vezes em que tudo fugiu ao nosso plano e pensamos que não daríamos conta, mas demos. E a felicidade é muito mais genuína quando vem de dentro, de um lugar de compreensão de si, de que você não precisa se encaixar naquilo que exigem de você, se não quiser.

Pois o amadurecimento traz inclusive isso: o discernimento para escolher suas batalhas. Apenas depois de muitos anos e muitos erros, envolvendo-se em discussões infindáveis, é que vamos entender que não é só porque o mundo grita sobre algo, que você deve se juntar a esse coro. Se você não acredita no que está sendo dito, é seu dever permanecer firme, mesmo que o mundo o queira dobrar.

Não tenha medo de ter cada vez mais velinhas no seu bolo de aniversário! Você teve o privilégio de fazer parte de tantas mudanças neste mundo e estar aqui hoje para contar a sua versão. E não sinta vergonha de ser vista como uma voz da sabedoria pelas mais jovens. Se podemos deixar uma marca neste mundo, que seja como um referencial para uma nova geração de mulheres cada vez mais em contato com quem são.


Da próxima vez que a alertarem sobre os malefícios de envelhecer, apenas responda: não estou virando uma velha, apenas aprendi o meu valor com o passar dos anos, a duras penas, depois de muito me subestimarem. Não estou velha demais para fazer isso, tenho idade o suficiente para fazer o que bem quiser sem precisar da aprovação de ninguém além da minha.

Não estou me tornando uma senhora irritante, apenas estou colocando limites em minhas relações para que eu não seja machucada nem machuque ninguém. Minha idade não se tornou um empecilho para mim nem me tornou chata, apenas me respeito demais para fazer o meu bem-estar de refém das expectativas dos outros sobre minha vida.

O nascer e o pôr do sol são completamente diferentes, cada um com sua beleza única e igualmente impactante. Todas as fases da vida de uma mulher devem ser celebradas. Envelheça como um bom vinho, melhorando a cada ano que passa.


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