Não existe ex…

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Não existe ex-namorado, ex-marido, ex-sogra, ex-cunhada, ex-qualquer-coisa. As pessoas sofreriam menos se entendessem de uma vez por todas que, simplesmente, não existe ex.

Ex não é referência para alguém do passado, mas reforça a existência do sujeito na nossa vida.



Repetindo: sempre que uma pessoa utiliza a expressão “ex” antes do vínculo que teve com outra está reforçando a presença dela.

– Se ex não existe, como fazer referência a alguém anterior?

Basta dar nome às pessoas e usar verbos de referência passada.

– Umbiguinho, o cara que namorei antes…


– Tortinho, um sujeito estressado com quem me relacionei lá em…

Quando as pessoas têm nome, elas têm sua individualidade de volta. Não apenas elas, você, principalmente.

Quem quer uma relação saudável, depois de alguns fracassos, não exclui quem veio antes e também não deixa que fiquem os fantasmas perambulando no meio das conversas na mesa de jantar, fazendo companhia no sofá na hora do filme, nem ocupando espaço da cama e travesseiros na hora de dormir.


E ninguém está dizendo que não se pode falar sobre eles. Eles apenas devem ser, de fato, separados de nós.

Ex-isso, ex-aquilo, ex-aquele-outro. Não é por acaso que existe um hífen. Ele está nos ligando a alguém.

Então, decida-se, por continuar nessas relações, ou termine, definitivamente, sua relação com todos os ex. E liberte-se!


Direitos autorais da imagem de capa: Sara Dubler / Unsplash

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