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“não fale, mas se falar cumpra!”

Não fale, mas se falar cumpra

Ter palavra é Freud!



Em boca fechada não entra mosquito. Já dizia o velho ditado popular. A palavra dita e não cumprida é, sem dúvida, uma palavra maldita.

Ninguém é obrigado a se comprometer, mas desde o momento que propaga o seu posicionamento ou diz que fará algo por alguém e não cumpre, tem-se um discurso vazio, hipócrita, desalinhado com a prática.

Isto se chama incoerência e tem como consequência a perda da credibilidade. Quem age assim, ao mesmo tempo, mente para os outros e para si. Talvez por egoísmo ou por privilegiar a aparência em detrimento da essência.


Não é complicado de se entender. Até uma criança compreende a seguinte regra básica: “Não fale, mas se falar cumpra!”. 

É abominável aquele tipo de pessoa que defende veementemente uma determinada posição, porque lhe é conveniente, e quando se vê do lado oposto, como num passe de mágica, reforma seu discurso a fim de ser beneficiado. Poderá até ser, haja vista a evolução histórica nos mostrar que mau-caráter também prospera. No entanto, “se queima” perante o grupo que conhece tal conduta controversa. Assim, não há tratamento que regenere esta perda de reputação.

Frise-se que o cerne de nossa discussão não é a impossibilidade de mudar de ideia. Neste ponto, reiteramos o pensamento de Blaise Pascal: “Não me envergonho de mudar de opinião, porque não me envergonho de pensar”. A questão, aqui disposta, é o alerta ou o chamamento para a reflexão aos que agem descarada e deliberadamente de modo dissociado com o que dizem.

O fato é que a palavra já foi muito valorizada. Lembre-se que ela lastreava negociações nos tempos do chamado “fio do bigode”. Era um termômetro da honra.


Só que os tempos mudaram e, atualmente, inexiste tal fidúcia e a exigência de verdadeiras filas de fiadores é recorrente. Alguém tem que cumprir o acordado, vislumbra o comerciante.

Devido à escassez do “ser alinhado” – aquele que faz o que diz e que possui um discurso siamês com a práxis – quem assim o é se orgulha de propagar e bater no peito dizendo: “Eu tenho palavra!”.

Por tudo isso, é salutar destacar que ao ser este tipo de pessoa você ficará, pelo menos, em paz consigo e viverá mais leve, com a leveza de quem tem a consciência tranquila. Ou então, seja o outro tipo de gente, aquele que não diz e não se compromete. Enfim, só não tenha a infelicidade de ser o ente que faz parte da corja demagoga que fala e não faz.

Afinal, lembre-se, como disse Sigmund Freud:


O homem é dono do que cala e escravo do que fala. 


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: igroyal / 123RF Imagens


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