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Não fique esperando que algo dê errado quando tudo estiver bem!

Não fique esperando que algo dê errado quando tudo estiver bem!

As tempestades virão, mas nada poderá nos impedir de continuar acreditando, remando, nadando e seguindo em frente, trilhando o nosso caminho, vivendo as nossas verdades, sorrindo quando a vida assim nos pedir.


Talvez a felicidade seja um estado de espírito, ou esteja presente enquanto procuramos por ela, quem sabe se encontre dentro de cada um. Fato é que ser feliz, a muitos, parece uma tarefa inglória, uma utopia, o impossível, o inalcançável. Ninguém é feliz o tempo todo – isso, sim, é utopia -, mas nunca se sentir bem ou satisfeito soa a uma patologia.

A vida é uma gangorra emocional, cheia de surpresas, tanto alegres quanto avassaladoras, porém, olhando bem, todo mundo pode ter a chance de passar por momentos alegres e especiais, por mais breves e ínfimos que sejam. Saciando a fome, sendo elogiado, terminando uma tarefa, saindo com amigos, ser visto com ternura, existem motivos que possam nos trazer algum alento reconfortante, mesmo quando a vida insiste em dizer não.

Alguns de nós, inclusive, teimamos em afastar qualquer possibilidade de nos sentirmos bem, como se estar contente não fosse algo a que temos direito. Basta nos sentirmos alegres e felizes, para começarmos a pensar que aquilo não pode estar acontecendo de verdade, que certamente algo ocorrerá e levará aquilo embora. Quanto medo de ser feliz, quanta resistência em abraçar tudo o que vem para deixar a vida mais doce e sossegada…


Parece que temos uma carga de culpa tão densa dentro de nós, que não concordamos com a ideia de que a felicidade pode fazer parte de nossa jornada. Amargamos de tal forma os erros que nos levaram até aqui, que enterramos no esquecimento o bem que já pudemos estender a outras vidas, anulando em nós qualquer merecimento de alguma coisa além de sofrimento. Sentimo-nos, assim, na obrigação de sermos punidos, sem parada, pela vida – isso é autoestima machucada, devastada, alquebrada.

Não fujamos, portanto, ao senso comum e passemos a nos valorizar, a nos amar, a praticar o “bem-me-quero”, o sou feliz porque eu posso, mereço, porque sou grato, saudável e tenho muitas qualidades. Sou feliz porque sim. As tempestades virão, mas nada poderá nos impedir de continuar acreditando, remando, nadando e seguindo em frente, trilhando o nosso caminho, vivendo as nossas verdades, sorrindo quando a vida assim nos pedir.


Temos que enxergar os nossos defeitos e assumir os nossos erros, sim, mas isso jamais poderá diminuir nossas chances de manter a esperança de uma vida melhor junto a quem vale a pena, onde os ares ventem sempre em nosso favor. Não podemos é desistir, simplesmente porque desistir de sorrir é como desistir de viver.





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