Comportamento

“Não há espaço para o perdão.” Dakota Johnson critica tratamento dado a atores como Johnny Depp

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A atriz da trilogia “50 tons” afirmou que considera “deprimente” o cancelamento da cultura e de pessoas que talvez precisem de ajuda.



A cultura do cancelamento é uma forma de punição usada nas redes sociais atualmente, fazendo com que celebridades, subcelebridades e até mesmo pessoas desconhecidas sejam “banidas” de qualquer posição de influência e consideração.

As pessoas normalmente são “canceladas” por agir ou falar algo considerado impróprio, podendo ficar excluídas de maneira temporária ou precisar passar por algum tipo de mudança para voltar a ser aceitas.

Com o boom das redes sociais, muitos artistas aderiram à moda, criando perfis pessoais em várias plataformas, compartilhando suas rotinas e o que pensam. A qualquer indício de que se comportaram de maneira reprovável, acabam perdendo seguidores ou mesmo tendo publicações antigas resgatadas para mostrar quão “desprezíveis” são, como motivo para serem cancelados. Não são poucos os famosos que foram cancelados nos últimos anos, e esse é um ostracismo praticado tanto no Brasil quanto nos demais países.


Recentemente, no programa Big Brother Brasil 21, a cantora Karol Conká perdeu grande parte de contratos e influência no mundo artístico por ser considerada tóxica e abusiva com um dos participantes da casa, precisando modificar o seu discurso e forma de agir, e até hoje não conseguiu recuperar seus fãs e seguidores.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, a atriz Dakota Johnson, de 32 anos, falou abertamente sobre o que pensa da “cultura do cancelamento”. Famosa por interpretar Anastasia Steele na trilogia “50 tons”, ela explica que chegou a trabalhar com atores como Johnny Depp, Armie Hammer e Shia LaBeouf, todos cancelados tanto na vida pessoal quanto profissional.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@dakotajohnson.

O ator de “Transformers”, Shia LaBeouf, de 35 anos, foi acusado em 2020 pela cantora FKA Twigs, com quem manteve um relacionamento de pouco menos de um ano, de cometer agressão física, sexual e imposição de sofrimento emocional. Desde então, o ator se internou em uma clínica de reabilitação e chegou a comentar ao The New York Times que tem um longo histórico de ferir as pessoas mais próximas e a si mesmo.


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Licenciado para o site O Segredo: buzzfuss/123RF Imagens.

Para Armie Hammer, de 35 anos, as acusações são ainda mais graves. O ator de “Me chame pelo seu nome” e “A rede social” foi acusado por uma ex-companheira de 24 anos de cometer estupro violento e abuso físico durante o relacionamento de quatro anos. Além disso, de acordo com a The Vox, em janeiro deste ano, uma conta anônima no Instagram compartilhou trechos de conversas e áudios em que o ator supostamente fala sobre ter fetiche em canibalismo, consumo de sangue e sexo violento sendo dominante.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@armiehammer.

Para Johnny Depp, de 58 anos, e protagonista de dezenas de filmes de sucesso, os rumores de cometer abuso de álcool e drogas já o acompanhavam havia muitos anos, mas o cancelamento surgiu quando ele foi acusado pela ex-esposa Amber Heard, de 35 anos, de cometer violência doméstica em 2016, inclusive com fotos de seu rosto machucado vazando para a mídia.


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Direitos autorais: reprodução Instagram/@johnnydepp.

Para a atriz Dakota Johnson, é triste que a cultura precise “perder grandes artistas” e ainda diz que nunca experimentou episódios violentos ou abusivos com nenhum desses atores, inclusive disse ter sido incrível trabalhar com eles.

Mesmo se solidarizando com as vítimas, ela defende que as pessoas podem mudar e afirma que quer continuar acreditando no poder do “ser humano de mudar e evoluir”, conseguindo ajuda e podendo passar isso para outras pessoas.

A atriz ainda afirmou que a forma como os estúdios têm sido administrados é antiquada, assim como eles decidem quem deve ou não estrelar uma grande produção, quanto cada um deve receber, além de não existir igualdade e nem diversidade. Dakota finaliza a entrevista revelando que detesta o termo “cancelamento” e que, para ela, cancelar a cultura é extremamente deprimente.


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