Não jogue fora afetos verdadeiros!

Vivemos em tempos de muito desafeto, de pouca falta de amor, respeito e consideração.

Já se foram os tempos em que um sim era tido como quase um documento oficial e que as diferenças eram prontamente resolvidas com uma conversa amigável, não raro à mesa de um bar.

Estamos na era dos descartáveis, do ‘serviu-se, joga-se fora o prato, o copo, o garfo, a colher…

Tudo muito cômodo, mais fácil, já que não dispomos de tempo para lavar e enxugar o prato e os demais itens mencionados.

Tudo hoje, parece ser tão efêmero, quanto uma flor que desabrochou lindamente e que teve somente o tempo de ser apreciada por quem parou e a enxergou.

Devido ao tempo perigoso em que vivemos, estamos diariamente como que com o sinal de alerta ligado. Isso é muito evidente nas ruas, nos coletivos. Um simples perguntar: “poderia me informar as horas, por favor?”, sentimos o ar de desconfiança e até de medo, como se aquele que ali está, ao nosso lado, fosse um possível malfeitor.

Estamos vivendo a época dos casamentos falidos por motivos banais. Raros os que celebram as bodas de prata, muitos nem chegam às bodas de madeira ( 5 anos de casamento ).

Jogamos afetos verdadeiros na lata do lixo, como se nunca mais fôssemos precisar deles para sobre(vivermos) ao caos de uma existência que pode mudar a qualquer instante.

Nunca fizemos tão pouco caso de uma amizade sincera, como nos dias atuais.

Nunca se deixou de cumprimentar as pessoas, de agradecer, de pedir desculpas, de perdoar, como em nossa época.

Nunca é demais relembrar, que a vida é tão passageira, que deveríamos cuidar de fazer o bem, porque daqui, nada levaremos, mas poderemos deixar centelhas de luz que brilharão eternamente nos corações de quem conosco conviveu.

E assim, a vida terá tido o real valor, porque como já foi dito, “ela é muito para ser insignificante”.



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