Não leve o amor tão a sério. Deixe que ele te leve e deixe tudo mais leve para você!

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Vivemos numa geração de extremos. Tudo é motivo para perder a paciência, somos intolerantes e temos a necessidade doentia de controlar a tudo e a todos, inclusive o amor.

E não aceitamos bem quando não obtemos êxito em nossos anseios.



Aplicamos a lógica da sociedade moderna aos relacionamentos: quero tudo, quero agora, darei o meu melhor para conseguir o que (quem) eu quero e, quando eu conseguir, terei meu troféu da conquista exposto na estante. E o que acontece quando fracassamos? Nossa autoestima despenca, nós colocamos em xeque todas as nossas crenças e o sentimento devastador de derrota quase nos consome.

Em suma: reagimos às decepções amorosas da mesma forma que reagimos à uma rejeição numa oportunidade de emprego, por exemplo. Duvidamos das nossas qualidades, exaltamos nossos defeitos e repetimos incessantemente em nossa cabeça “e se eu tivesse feito isso, teria sido diferente?”. Ou seja, nos culpamos por algo que foge ao nosso controle.

A questão é que jamais podemos nos exigir tanto quando se trata de um assunto tão delicado e singular quanto o amor.

O amor não é uma proposta de emprego em que você tem que preencher determinados requisitos e superar a concorrência para vencer.


Levamos o amor tão a sério, quase de uma forma protocolizada como se fosse um item na nossa lista diária de “coisas a fazer”, que nos deixamos ser destruídos por decepções amorosas que, no fundo, não são tão devastadoras assim. Mas, em razão dessa seriedade que atribuímos ao amor, observamos nossas decepções amorosas através de uma lente de aumento.

Não estou dizendo que você deve reagir friamente às desilusões de amor sem sofrimento algum, apenas estou pontuando que, na maioria esmagadora das vezes, permitimos que uma decepção amorosa tome conta do nosso ser nos deixando paralisados.

Portanto, não leve o amor tão a sério… Deixe que ele te leve e deixe tudo mais leve para você!

Se refletirmos, notaremos que o amor também não nos leva a sério, pois ele é imprevisível, impetuoso e possui um senso de humor peculiar.


Ele não nos pergunta se agora é o momento certo para nos envolvermos com alguém ou se aquela é a pessoa com a qual sempre sonhamos… Ele simplesmente aparece, revira sua vida e nem ao menos pede licença. E também não tem a decência de se despedir quando tudo termina e a desilusão bate à porta.

E, veja bem, o fato de você não levar o amor a sério não significa que ele não seja importante, pois ele é e muito. O ponto crucial é saber lidar com ele de uma maneira mais leve, com mais espontaneidade e sem tantas análises calculadas como se você estivesse decidindo qual curso é o melhor ou qual carreira irá seguir.

O amor envolve riscos, porque viver é um risco e, neste caso, não leve tão a sério quando as coisas não saírem como você esperava ou quando sentir que seus esforços foram em vão.

Por fim, se eu tivesse que dar um conselho acerca de tudo o que explanei aqui seria o seguinte: não faça de uma decepção amorosa o fim do mundo.

Afinal, eu mesma já vivi o fim do mundo várias vezes… e estava tudo bem na manhã seguinte.

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Direitos autorais da imagem de capa: rosspetukhov / 123RF Imagens

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