5min. de leitura

Não perca o seu tempo com o que não faz o seu coração vibrar

Não minta para si mesmo. Você sabe exatamente o que é e o que busca. Ainda não sabe? Pergunte a si mesmo!

Há uma frase da Nina Simone muito repercutida de que “é preciso aprender a se levantar quando o amor não é mais servido”, e é exatamente isso! É preciso se levantar.


O nosso tempo aqui é escasso, não “temos todo o tempo do mundo”, como diz na música, temos o “nosso” tempo, a nossa essência e uma saúde mental para preservar.

Vi uma frase em redes sociais, nesses portais de psicologia, que dizia que deveríamos cuidar de nossa saúde mental, e que não deveríamos perder o nosso tempo com o que nos faz tanto mal, com o que tenta nos tirar a paz de buscarmos por quem realmente somos.

Por que a gente tem uma tendência tão grande de perder o nosso tempo com aquilo que não nos acrescenta em absolutamente nada? Por que às vezes a gente se perde tanto em caminhos tortuosos, mas tão óbvios?


Não perca o seu tempo com o que não faz o seu coração vibrar, não aceite bulhufas pelo que oferece genuinamente.

Não aceite versos repetidos, em troca de um soneto sincero. Levante-se ao sentir-se, de alguma maneira, ultrajada. Às vezes, esse ultraje não tem nada a ver com a outra pessoa em si, tem a ver conosco, é quando nós permitimos que a nossa essência seja ferida de alguma maneira.

Na vida, aprendi que a gente nunca deve explicar sobre quem é, devemos apenas ser, existir, seguir, agir e são essas atitudes que falam por nós. Vivemos envoltos por uma virtualidade, com uma porta escancarada para a oportunidade de dizer o que quiser, e as pessoas falam (por áudios, palavras escritas), mas sempre devemos observar as ações, se correspondem, se estão na mesma frequência do que é dito ao léu.

Sei que são muito decepcionantes, em muitos momentos, esses encontros furados ao longo da vida e há quem diga que manter a distância de pessoas é o que blinda das decepções, mas não, quero continuar próxima de quem sou e das pessoas, quero continuar acreditando, aproximando e me desarmando a cada contato.


Quero me manter intacta, com minha essência encorpada e quero não ter medo de estar vulnerável ao novo. Talvez eu me decepcione mais uma ou dez vezes, e daí?

A gente fica triste uns dias, aluga uns amigos mais próximos, perde uma sessão de terapia falando de algo que parecia já ter sido superado, mas depois passa, o que dói passa, perde a importância, e a gente vê que tem coisas muito lindas para fazer na vida.

A gente enxerga que tem sonhos grandes sobre nós, que tem propósitos de vida que nos dão sentido para existir, a gente vê que tem uma identidade única no mundo e quer fazer isso valer a pena.

Se estiver na mesa sentindo-se desconexa, se perceber que está ferida ou que vai se ferir gravemente, apenas levante-se. Não olhe para trás, ajeite a postura e caminhe rumo à sua dignidade, ao seu bem-estar, à sua saúde emocional e a um lugar confortável: sendo quem você é.

Não perca o seu tempo com o que não faz o seu coração vibrar, não perca o seu tempo com quem não está disposto a conhecê-lo(a) de fato.

Não se disponha a quem está sem um pingo de energia. Levante-se e não olhe para trás.


Direitos autorais da imagem de capa: Claudio Hirschberger / Unsplash.





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.