NÃO PLANEJE 2017 ERRADO! ACEITE MEU DESAFIO!

Escuto várias vezes por dia, todos os dias que 2016 foi um ano ruim. Isso, não só dito pelas pessoas em geral, mas nas mídias, nas retrospectivas…

Nossa, são 365 dias. Será que todos foram ruins?

Será que em anos anteriores também não houve essa manifestação de que o ano foi muito ruim? Puxe pela memória, pode ser um hábito a reclamação no final do ano, para “se livrar” dele e começar o outro animado. E, se for, é um hábito ruim, que deve ser eliminado.

Nosso cérebro é mais negativo do que positivo, então, naturalmente, tende a guardar mais os acontecimentos ruins do que os bons. Além desse fato comprovado pela neurociência, temos também a potencialização desse pensamento através da grande influência do que os demais dizem e a frequência com que escuto isso.

Desafio você a comprovar isso, ou não!

Se fizermos o planejamento do novo ano com essa crença do péssimo ano vivido, temos grande chance de errar no planejamento, pois já criaremos uma pressão enorme de que 2017 tem que ser melhor e, nem sabemos ao certo no que o anterior foi bom ou ruim.

Além disso, quando estamos carregados de negativismo, de mágoa, de sofrimento, não é o melhor momento de fazer um planejamento, pois a visão está distorcida, a criatividade está diminuída…

Aqui vai o desafio em duas partes:

Desafio primeiramente que você faça uma lista de tudo o que aconteceu de bom, de positivo em 2016. Vamos lá, janeiro, fevereiro…. Tudo o que ganhou, o que conquistou, o que superou, o que se livrou. Os laços mantidos, as mudanças positivas, os momentos alegres, os dias que você passou com saúde, os momentos que viu seus familiares bem… tudo.

Garanto que vai se surpreender!

Veja como se sentiu ao terminar a lista. Leia novamente. Se possível, no dia seguinte retome, leia e veja se lembra algo mais.

E aí faça a segunda etapa do desafio!

Mas, antes vou compartilhar um pensamento de Viktor Frankl para fundamentar a segunda parte do desafio. Ele é um psicólogo Austríaco que foi aprisionado pelos nazistas durante a segunda guerra mundial e, mesmo frente ao sofrimento intenso concluiu: “Nós que vivemos nos campos de concentração, podemos nos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos consolando os demais, doando seu último pedaço de pão. Eles podiam ser apenas alguns poucos, mas ofereceram provas suficientes de que tudo pode ser tirado dos seres humanos, exceto uma coisa, a última das liberdades: a de escolher sua atitude naquelas circunstâncias, a de escolher o próprio caminho. As pessoas não precisam viver sem intenção, mas sim se esforçar por uma meta maior, o chamado por um significado a ser preenchido”.

Ele concluiu nessa vivência no campo de concentração que o sofrimento não é um obstáculo à felicidade, mas pode ser um meio.

Desta forma desafio você a listar tudo o que aconteceu de ruim na sua vida em 2016. Depois da lista pronta reflita sobre cada momento e pergunte-se: o que a vida exigiu de mim naquele momento? Qual aprendizado eu tive ou deveria ter? Liste ao lado de cada momento ruim, o que aprendeu.

Agora sim! Você está pronto para fazer o planejamento de 2017 com sucesso, pois o seu olhar já está mais positivo, mais realista.

Excelente reflexão, planejamento e sucesso na sua jornada de 2017 e, sempre…

Abraço!

Isabel



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