Não podemos controlar o mundo, mas podemos controlar nossas ações!

É muito delicado discutir sobre crença, já que o seu significado se diz respeito a algo que o indivíduo acredita como verdade absoluta.



Infelizmente algumas pessoas se sentem ofendidas e rejeitadas quando suas convicções não são compactuadas e aceitas. Assuntos polêmicos como a religião estão sempre em pauta, causando irritabilidade e até violência entre a grande maioria da população .

O ser humano se esquece que independente de quais sejam seus princípios, o respeito perante ao próximo tem que vir em primeiro lugar. Muitas vezes o agnóstico e o ateu, mesmo não tendo nenhuma crença religiosa são imparciais, tolerantes e respeitosos, ao contrário daqueles que se dizem tementes a Deus. É de uma tristeza inenarrável ver pessoas cometendo atrocidades, atos terroristas, xenofobia e homofobia em nome de Deus. Infelizmente elas estão em toda parte, vão desde de um líder religioso ou político, até um colega de trabalho e escola.

A inteligência pode ser usada para o mal e os manipuladores de caráter imutável, muitas vezes são descrentes, mas chegam até a usar o nome de Deus para enganar pessoas ingênuas. Para quem tem fé, a presença de Deus ou a conexão divina com o universo, é um grande alento e uma imensurável paz de espírito e amor. Não podemos controlar o mundo, isso é fato, mas podemos controlar nossas ações. É perda de tempo discutir como cada qual exerce sua fé. Portanto, sejamos pessoas melhores, vamos praticar o amor, vigiar nossos pensamentos e ações, meditar e contribuir para que o mundo seja um lugar melhor de se viver. Afinal, sejam quais forem os seus ideias, o que importa na vida é passar o bem adiante.


A pequena Clara era órfã de mãe. Carmen morreu no seu parto, e desde então, a menina foi viver com seu pai na casa da avó paterna. Dona Branca os acolheu de braços abertos. Jonas era apaixonado por Carmen e nunca se conformou com a morte trágica de sua esposa. Talvez por esse motivo mantinha uma certa distância da filha, era como se Clara tivesse culpa do ocorrido. Sua mãe, embora fosse uma mulher de muita fé, se entristecia de ver o filho impassível e distante, ele perdeu alegria de viver e parte dele tinha sido sepultada com Carmen.

Quando a mãe lhe falava sobre espiritualidade ele blasfemava. Ela respeitava seu luto porém queria que ele reagisse, afinal sua filha precisava de seus cuidados. Jonas mal olhava e chegava perto de Clara, mas mesmo assim ela sempre buscava o carinho e o colo do pai. Era uma situação dolorosa, uma história de amor e ódio entre um homem adulto e uma criança. São coisas que acontecem e que por mais absurdas que possam parecer, fica difícil julgar quando não vestimos os sapatos do outro. Assim era a história dessa família, difícil de julgar.

Um dia Jonas chega cansado do trabalho e vai direto para o sofá, deita e fecha os olhos. Clara se aproxima acaricia seu rosto e lhe diz: – Papai eu sonhei com a mamãe e ela me disse que Deus é muito bom. Jonas leva um susto e dá um pulo do sofá. – O que você está dizendo? Deus não existe! Clara olha no fundo dos olhos de Jonas e lhe diz: – Papai você consegue ver o amor? Jonas lhe responde que não, então a menina lhe diz: – Mas você sente, né? Clara e Jonas se olham por alguns instantes, a
menina abraça o pai, que depois de muito tempo corresponde ao carinho da filha.


Na vida existem coisas que não são vistas e nem palpáveis mas indiscutivelmente questionáveis. Não se pode ver o amor, a saudade, a dor, a raiva, porque são sentimentos manifestados metaforicamente através de atos, situações e simbologias.

Sentimentos se materializam diferentemente para cada um de nós. Assim é Deus para alguns, puro sentimento. Mesmo Jonas não acreditando em Deus, respeitou a fé de sua pequena Clara.

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