Família

“Não poderia dizer não para a irmã dela”: gêmeas se reencontram depois de serem adotadas por casal

Uma das gêmeas havia sido abandonada no hospital pelos pais biológicos por ter uma grave deficiência na laringe, desde então as irmãs ficaram separadas.



A relação entre irmãos é algo difícil de explicar. Mesmo quando existem desentendimentos, a conexão costuma ultrapassar as barreiras da lógica. Muitos dizem que quando os irmãos são gêmeos, esses laços invisíveis costumam ser ainda mais fortes.

Nada disso ainda pode ser comprovado cientificamente, mas o fato de dividirem o corpo da mesma mãe, ou de possuírem ligações sanguíneas, é considerado pela maioria como explicação suficiente.

As gêmeas Alice e Aline, de apenas 3 anos, têm uma história impressionante, que tensiona justamente essas barreiras invisíveis. As duas foram separadas logo após o nascimento, e só voltaram a se reencontrar apenas dois anos depois, graças à bondade e ao amor de um incrível casal que estava determinado a reuni-las.


A assistente social Ana Cristina Almeida, trabalhava no Hospital Estadual da Criança, em Feira de Santana, na Bahia, quando ficou sabendo de uma bebê que havia sido abandonada por sua mãe biológica logo após nascer.

Ela possuía uma má-formação na laringe, e precisou passar por um tratamento para laringotraqueomalacia, que causava inúmeros problemas respiratórios.

Justamente por essa anomalia, a pequena Alice não podia ser levada para nenhum abrigo, e precisou ficar por um ano na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem nenhum familiar para lhe acompanhar. Em entrevista à Crescer, Ana Cristina explica que como não tinha para onde ir, mesmo depois de se recuperar do tratamento, acabou ficando na UTI, os médicos até tinham colocado um berço para ela no local.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


As meninas nasceram em 2017, e, cerca de um ano depois, Ana e seu marido, Júlio Ramos, decidiram iniciar o processo de adoção da bebê Alice. Foram três meses até conseguirem a guarda provisória dela, mas eles não desistiram sequer um minuto. Na época, eles não pensavam em ter filhos, mas o amor que sentiram pela pequena criança foi maior do que tudo o que já haviam sentido.

Logo que deram início ao processo de adoção, fizeram um treinamento para aprender a lidar com as questões físicas de Alice. A menina havia passado por uma traqueostomia, cirurgia que abre um pequeno buraco na traqueia, para que um cano seja colocado, facilitando a passagem de ar. Os pais precisavam aprender a cuidar da criança e medicá-la corretamente.

Ana Cristina explica que a parte mais difícil foi durante a adaptação da bebê, isso porque ela desenvolveu uma pneumonia nos primeiros 15 dias em que estava na casa nova. Como nunca havia saído do hospital, a pequena Alice não tinha imunidade suficiente para levar uma vida tranquila sem que algumas doenças a fizessem de refém. A menina ficou internada por mais de 40 dias até conseguir se recuperar da doença.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.


O casal sempre soube que Alice tinha uma irmã gêmea, mas ninguém sabia onde ela estava, pois, de acordo com algumas pessoas, seus pais biológicos eram nômades. Mas o juiz já havia sinalizado que caso a irmã fosse encontrada, Ana e Júlio seriam os primeiros a serem informados. Em 2019, a assistente social engravidou de Pedro, como se essa notícia não fosse feliz o suficiente, ela recebeu uma ligação do conselho tutelar informando que Aline havia sido encontrada.

A gêmea havia sido abandonada em um abrigo em Teixeira de Freitas, também na Bahia. Os conselheiros perguntaram se ela ainda tinha interesse na adoção da pequena, e Ana conta que não pensou duas vezes, mesmo enfrentando dificuldades financeiras, a família sabia que aquilo era o correto a se fazer. Em 2020, Alice e Aline puderam, finalmente, se reencontrar.

Direitos autorais: reprodução/TV Subaé.

O momento em que se viram pessoalmente arrancou lágrimas de todos os que estavam ali presentes, a mãe conta que Aline estava um pouco tímida com a situação, mas que Alice chegou já fazendo carinho no rosto da irmã. Em menos de 30 minutos, as duas já brincavam como se nunca tivessem sido separadas.


Os amigos e familiares fazem questão de ajudar a família com doações e suporte, e eles se sentem muito gratos pelo auxílio. Hoje em dia, as pequenas irmãs que já tinham dividido o mesmo útero, podem novamente dividir o mesmo espaço. Elas têm um lar e uma amorosa família, que enfrentou todas as dificuldades para uni-las.

Que história emocionante!

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