Comportamento

“Não prejudicou minha juventude, pelo contrário”: pai cria sozinho filho abandonado pela mãe

1 capa Nao prejudicou minha juventude pelo contrario pai cria sozinho filho que foi abandonado pela mae

Luis Fernando fala que não seria nada sem seu filho. Seu relato mostra que, mesmo em relacionamentos ruins, sempre é possível pensar em primeiro lugar nas crianças.



Estamos acostumados com as mulheres assumindo a responsabilidade integral do cuidado dos filhos. Elas gestam, amamentam, alimentam, passam madrugadas acordadas cuidando deles em caso de doenças, sentem as dores que os filhos sentem, não têm tempo para si mesmas, trabalham fora e dentro de casa, além de serem sempre julgadas por seus atos.

A guarda unilateral é concedida, geralmente, às mães, sempre que os pais se separam. Mesmo que os números de guardas compartilhadas venham aumentando no Brasil, ainda existe a ideia de que as mães têm o “dom natural”, o “instinto materno”, por isso são elas que devem ser as principais responsáveis pelas crianças.

Mas, em alguns casos, a história é diferente. Sempre que vemos uma história em que o pai fica com a guarda integral, uma sensação de estranheza nos domina. Mas os homens não devem encarar a paternidade apenas como progenitores, o envolvimento emocional, afetivo e financeiro deveria se tornar prioridade para todos os que têm filhos.


Luis Fernando Palacios, de Monterrey, no México, fez uma publicação em suas redes sociais no fim do ano passado, contando um pouco da sua história e de como assumiu a paternidade (no sentido literal da palavra) em tempo integral.

O amor pelo filho e os momentos de reviravolta nos trazem a uma realidade que, muitas vezes, não vemos inseridas no cotidiano de um pai.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Luis Fernando Palacios.

Em dezembro de 2017, Luis conheceu a mãe de seu filho (o nome não foi divulgado para manter a discrição) e engataram um relacionamento. Ela já tinha uma filha de um namoro anterior e, em apenas quatro meses, engravidou. Ambos acharam que tudo havia acontecido muito rápido e, segundo a postagem, ela passou a tratá-lo de forma controladora.


Após brigas constantes, sempre com o envolvimento da família, ela decidiu que faria um aborto. Ele era contra, mas sabia que não podia decidir nada sobre o corpo da companheira, as decisões eram apenas dela. A jovem contou que tomou uns comprimidos e que essa era sua decisão final, já que não queria mais engravidar.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Luis Fernando Palacios.

Depois de cinco semanas, ela entrou em contato com Luis, a essa altura, o relacionamento já havia acabado por conta das brigas. Na conversa, ela disse que ainda não havia menstruado, foi quando decidiram ir ao ginecologista juntos, já que pensavam que seria necessário terminar o procedimento de forma cirúrgica.

Para surpresa de todos, o bebê já tinha 18 semanas, estava bem formado e nada indicava que havia sido prejudicado pelos comprimidos. Luis revela que como acreditava que havia interrompido a gestação, a mulher não se cuidou durante esse período, mas que, milagrosamente, nada aconteceu ao feto. O restante da gravidez foi um pouco mais tranquilo, mas ele conta que pareciam completos estranhos em todas as consultas médicas às quais iam juntos.


Quando o filho nasceu, a mãe foi se afastando aos poucos, e Luis começou a pedir a guarda integral do bebê. Judicialmente, eles decidiram que poderiam passar cada vez mais tempo juntos, e, com isso, a jovem foi se afastando cada vez mais do próprio filho.

Foi quando ele pediu a guarda integral do pequeno, chamado Fabri.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Luis Fernando Palacios.

Com o passar do tempo, ela não visitou mais Fabri, nem sequer pergunta se o menino está bem ou não. Em seu relato, Luis conta que nada falta ao filho, alguns chegam a lhe dizer que interrompeu sua juventude, mas ele é veemente em explicar que não, a melhor coisa que aconteceu em sua vida foi ser pai. E finaliza explicando que “Nem todo pai é mau e nem toda mãe é boa”.


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