Não querer ter sempre razão: uma escolha de pessoas sábias e humildes

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Ser humilde é reconhecer que a nossa bagagem de conhecimento não é uma verdade soberana num mundo que carrega tantas crenças culturais, divergências de opiniões e contradição de informação.



Quando amadurecemos espiritualmente, compreendemos que uma das maiores riquezas é ter paz no coração e procurar levar a vida com tranquilidade.

Para viver dessa forma, é necessária uma dose extra de humildade e sabedoria.

Nós internalizamos nossas crenças e a inserimos automaticamente em nosso circuito mental e comportamental. Porém, extrapolamos todos os limites de convivência social, quando essas crenças, que pertencem meramente ao nosso mundo de preferências e saberes, ferem o saber do outro. O que me representa e me define não necessariamente tem que definir o outro.


Muitos relacionamentos conjugais acabam porque cada um tem a sua razão, muitas amizades acabam porque cada amigo tem a sua razão.

A senhora Arrogância diz que sempre está certa e a última palavra será sempre dela; sua obcecada opinião e apego desmedido num único pensamento a impedem de crescer e aprender outras probabilidades e verdades.

Do contrário, a senhora Sabedoria, amadurecida pela vida, escolhe a bandeira da paz. Sábia é ela por saber que não existe uma verdade universal. Ela aceita os conselhos para não entrar em confusão, pois sabe também ela que deve respeitar a essência humana de cada um, porquanto, todos possuem liberdade de expressão.

Bom, sabemos que o mundo é feito de divergências; convivemos com pessoas e pessoas.


É verdade também que todos nós precisamos desenvolver a habilidade argumentativa, saber defender o próprio ponto de vista é necessário para desenvolvermos o nosso crescimento saudável na convivência social, familiar e profissional. No entanto, quero mencionar aqui as pessoas com a persistente necessidade de alimentar o ego, sempre querem sair por cima, não importa a circunstância. São pessoas que se julgam donas do saber.

Geralmente, tais pessoas possuem uma capacidade mínima de empatia e uma porção gigante de orgulho e vaidade. Não conseguem perceber a beleza de ser manso e humilde de coração, raramente ou nunca alcançam o entendimento de que compreender e respeitar são regras básicas para uma boa convivência. Do mesmo modo, não costumam apreciar o belíssimo exercício de receptividade afetiva e coletiva.

Observamos que as grandes guerras e conflitos nascem do poder dominador da imposição e da arrogância, características extremamente favoráveis para o aumento dos males da humanidade. Isso acontece o tempo todo, em grupos políticos, religiosos, acadêmicos e em países que empurram seu idealismo goela abaixo, de modo que as pessoas sintam-se ameaçadas e simplesmente aceitem tudo.

Como podemos agir com humildade? 

Ser humilde é reconhecer que a nossa bagagem de conhecimento não é uma verdade soberana num mundo que carrega tantas crenças culturais, divergências de opiniões e contradição de informação.

Do ponto de vista psicológico, pessoas com esse tipo de personalidade quase sempre são suscetíveis ao adoecimento emocional, porque quem quer sempre ter razão e provoca confusão por onde passa acaba sozinho, pois quem convive com um “sabe tudo” vai se afastando dele. O adoecimento que pode acontecer decorre do seu isolamento social.

Se não quisermos pertencer ao grupo de pessoas chatas, que todo mundo quer ver longe, precisamos significar na vida das pessoas, sendo os seres mais sensíveis possíveis.

Precisamos ao máximo desenvolver habilidades de comunicação e aproximação respeitosas, que transmitam paz, alegria e amizade, estabelecendo, dessa forma, conexões humanas, respeitosas e cuidadosas.

Por mais inteligente que alguém possa ser, ter razão é saber que não é mais do que ninguém e a humildade é um dos elementos essenciais que compõem a sabedoria.

Escolha ser feliz!

 

Direitos autorais da imagem de capa: Katii Bishop/Pexels.

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