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Não quero elogio falso, nem pessoas me empurrando ladeira abaixo. Só quero viver com gratidão a vida que escolhi para mim

De verdade, estou consciente da lei da causa e efeito, da ação e reação, do que atravessa o meu oceano, do que levo na bagagem, do que só a mim diz respeito.



Não quero ensaiar palavras nem dizer muitas vezes o que penso, prefiro o silêncio e o coração sabendo que já relevou muita coisa e também aprendeu a seguir em frente.

A vida passa depressa e todo laço de encorajamento, de luz e esperança faz o caminho do entender ser menos tenso internamente. E se hoje já não reparo em atitudes que querem somente chamar a atenção, é porque já deixei muita coisa pra lá.

O que me salva dos muros são as pontes, o que me salva todos os dias é a percepção de Deus.

E, se poucos ficaram, é porque são essenciais. Não faço questão de abrir espaço para quem me fez sofrer. Cada um que siga sua vida, cada um que encontre a própria saída. Eu tenho encontrado a minha. Cada respiro mais profundo me leva a uma dimensão superior.


Não é revanche, é paz interior, é consciência das marcas e das lutas. Aprendi o que é superação. Aprendi por mim. Aprendi em cada dedo de prosa que tive com a vida, com os reflexos das minhas atitudes, com o reflexo do que esperei e não recebi.

De verdade, estou consciente da lei da causa e efeito, da ação e reação, do que atravessa meu oceano, do que levo em minha bagagem, do que só a mim diz respeito.

E eu não tenho jeito de quem aceita ser tratada com “tanto faz”. Confesso estar mais em paz, apesar de todos os meus tormentos pessoais.


Aprendi a isolar o que fala demais e não diz, a não querer sentir na pele que me rasguei e não me refiz. Eu tenho esse poder, eu tenho a minha estrutura demarcada pelo tempo.

Tenho o consentimento de Deus, o exercício do perdão e do autoconhecimento.

Já me reconheço, já me isolei daquilo que um dia eu fui e não sou mais. Estou vivendo de trégua, de conduta, de sobriedade emocional.

Já tomei muito porre de gente que não soube me respeitar; parei de fingir que estava sempre tudo bem. Parei de ser prensada contra a parede. Parei de me diminuir.

Não preciso de nada que venha forçado. Tenho prazo de validade, quando sinto que já deu.

Estou livre da perversidade de gente que nunca soube nada a meu respeito e, mesmo assim, insistiu em me culpar pelos próprios erros.

Estou livre porque quero ser livre. Ponto! E fim!

 

Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Dmitry Tsvetkov/123RF Imagens.

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