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“Não quero ter filhos, nem agora nem nunca. Ser mãe não deveria ser uma imposição”

Ailín Cubelo Naval se tornou alvo de duras críticas ao decidir fazer a laqueadura e levantou a discussão: por que muitas pessoas veem a maternidade como uma obrigação?



Depois de fazer uma laqueadura, aos 22 anos, sem ter filhos, a jovem argentina Ailín Cubelo Naval levantou uma série de discussões que estão ganhando repercussão em muitos países. 

Ao justificar sua decisão ao jornal Infobae, Ailín foi enfática ao dizer que não sente vontade de ter filhos “nem agora nem nunca”, por isso decidiu ir em busca do procedimento. Durante a laqueadura, as trompas de falópio da mulher são amarradas, impedindo qualquer possibilidade de ela engravidar. O procedimento também é irreversível. 

No entanto, segundo a jovem, conseguir a cirurgia não foi nada fácil, tanto que o seu ginecologista negou fazer o procedimento por duas vezes, obrigando Ailín a trocar de profissional.


O médico teria até indicado que a jovem passasse por uma perícia psicológica, achando que ela não estava em seu juízo perfeito, quando na verdade ela só queria realizar seu desejo pessoal. Nesse dia, disse Ailín, ela saiu do consultório chorando, mas com a ajuda de grupos humanitários, como o “Livre de filhos Argentina”, ela conseguiu encontrar um médico que aceitasse fazer a cirurgia, sem objeções. 

O processo para que uma mulher consiga passar por uma laqueadura, segue uma série de exigências nos mais diversos países. 

No Brasil, por exemplo, o procedimento só é autorizado a mulheres maiores de 25 anos, ou, se forem mais jovens, que tenham pelo menos dois filhos vivos.

Ou seja, a vontade da mulher não basta, e ao questionar justamente esse ponto, Ailín recebeu duras críticas da sociedade argentina. Ailín sempre defendeu a ideia de que, para algumas mulheres, o desejo de ser mãe era natural, mas para ela, não, por isso sua decisão. Para a jovem, não é justo que uma mulher seja pressionada a todo tempo a ter filhos. 


Questionada se não teria medo de se arrepender de sua decisão, Ailín disse que não, mas caso isso ocorra, quando ficar mais velha, ela disse não ter problema nenhum em adotar uma criança. 

Essa possibilidade, inclusive, condiz com sua filosofia de não trazer mais crianças ao mundo, por conta de todos os problemas que já enfrentamos, como a violência e o excesso populacional.

Entretanto, a jovem conta que entre as muitas críticas que recebe, ela ouve muitos questionamentos do tipo: “e quando você envelhecer, quem vai cuidar de você?”, “para quem você vai deixar seu legado?”, sempre idealizando a maternidade, sendo que esse nunca foi seu sonho. Para Ailín a idealização da maternidade é uma questão cultural. 

Ela não acha certo que as mulheres sejam condicionadas, desde crianças, a serem mães, mesmo contra sua vontade, sendo que essa mesma cobrança não é feita aos homens. 

Apesar de toda discriminação e preconceito que sofreu por conta da sua decisão, Ailín também tem ficado feliz com o apoio recebido de outras jovens que tinham essa vontade, mas não conseguiram levar o seu desejo até o fim. 

A maternidade, ainda conforme a jovem, não deveria ser uma imposição social, da mesma forma como não deveria ser comum ver pessoas julgando as mulheres que decidiram não ser mães. 

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