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“não quero ter razão, quero ser feliz!” – e essa é a lição, e a bênção, dos ciclos.

“Não quero ter razão, quero ser feliz!”



Existe a viuvez porque o outro faleceu, a viuvez de parceiros, amizade ou de qualquer coisa que deixou de fazer parte da sua vida.

Costumo usar muito esse termo (viuvez), pois independente da situação o fato de se encontrar só consigo mesmo é a mesma.

É um reaprender a viver apenas consigo mesmo, um resgatar tudo aquilo que adormecemos por que não fazia sentido junto com o outro, é um redescobrir-se.


É encontrar um novo meio, uma nova pessoa em meio ao caos, a destruição de sentimentos, a fragilidade de nosso ser mediante o silêncio.

É um reeguer-se novamente, mais pura, mais simples, uma nova página em branco para novas histórias.

É voltar a acreditar em si, a se olhar de forma pura, genuína, de encontrar no passado as respostas para o futuro.

É ser novamente o alicerce da própria vida.


Durante muito tempo a seguinte frase esteve na porta do meu quarto: “Não quero ter razão, quero ser feliz!”, hoje ela não está mais, mas cada vez faz mais sentido.

E essa é a lição, e a bênção, dos ciclos. Ser feliz, sem fazer a menor questão de se ter razão – sobre o que quer que seja.

Vamos viver, é assim que a vida é constituída, de momentos e histórias, boas ou ruins, apenas histórias.

E vida que segue.


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Direitos autorais da imagem de capa: undrey / 123RF Imagens

Quando a gente tem medo de engrossar o couro e perder a sensibilidade…

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