Não se pode julgar as pessoas baseado naquilo que se pensa delas!

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Não se pode julgar as pessoas baseado naquilo que se pensa delas, ou por uma ação praticada num momento de insensatez.

Em algum momento das nossas vidas, em algum lugar, todos nós já passamos por algum momento de dor, de medo, de solidão, de desespero ou qualquer outro substantivo que por um momento nos tenha feito chorar, sofrer calado ou desanimar de lutar. E chega um determinado momento que a solução parece não chegar, o que, muitas vezes, leva as pessoas a tomarem decisões impensadas e chegarem a atitudes extremas.



E é justamente nesses momentos, nos quais estamos mais sensíveis e mais expostos, que vêm os nossos exatores, que têm a incumbência de tomar para si nossos sonhos, e querem nos crucificar antes mesmo de analisar a causa que lhe fora “apresentada”.

Poderia relatar aqui, várias experiências pessoais. Confesso que não tenho muita paciência em tentar descobrir e ver as pessoas como realmente são, e muitas vezes as julgo antecipadamente, não dando a elas, o reconhecimento que elas merecem. Entretanto, acho que uma das minhas virtudes, é aprender quando há alguém disposto a me ensinar. E com base nas minhas relações interpessoais, tenho aprendido que tenho a capacidade de conhecer antes de julgar.

Não posso, portanto, julgar quem não conheço bem, por um comportamento momentâneo, sem saber o que aconteceu com essa pessoa durante uma vida inteira.

Existe um provérbio antigo que diz que não se deve julgar um livro pela capa. Isso porque temos a mania de construir um pré-conceito sobre as pessoas, assim que as vemos, sem dar a nós mesmos a chance de conhecê-las ou mesmo de nos permitir a conviver com elas por um tempo, para que possamos ouvir sobre os seus altos e baixos, sobre os seus sonhos desfeitos, sobre as suas perdas, sem ao menos tentar perceber que as pessoas são muito mais do que aquilo que vemos, a mera aparência.


As pessoas costumam fazer coisas diferentes por razões que não conhecemos, e é exatamente por isso que as julgamos, porque o desconhecido nos causa medo.

Talvez tenhamos a “sorte” de vivermos sempre de “bem com a vida”, isso, porém pode não ser corriqueiro na vida de muitas pessoas. Então aquilo que se passa na mente de alguém que está ao nosso lado, vai ser sempre incompreendido; portanto é necessário que tenhamos a coerência e que estejamos sempre prontos para ouvi-las. Pode ser que tenhamos a chance de ajudá-las a reescrever a sua história.

Não precisamos entender muitas coisas que acontecem ou aconteceram na vida dessas pessoas, precisamos apenas ouvir sem julgá-las, com a certeza de que haverá sempre um caminho que as leve a um lugar diferente, um desvio que pode levar a uma fonte vida.  

Devemos nos lembrar de que, numa outra situação, o jogo poderá se inverter, ou seja, hoje quem está de um lado, amanhã poderá estar do outro.


Em outras palavras, se eu não gosto que me julguem, então nunca posso julgar ninguém.

A melhor maneira de praticar bons exemplos de amor, é demonstrar tolerância e respeito para com as pessoas. E por que não, começar isto observando o que se passa nas nossas vidas como próprio exemplo? Pensando naquilo que qualquer pessoa poderia imaginar sobre cada um de nós, diante de qualquer atitude que praticamos, isoladamente ou em conjunto?

Somos, portanto, convidados a sermos sinceros, não nos deixando enganar pelos olhos, mas nos surpreendendo com aquilo que há nos corações das pessoas.

Daí então, podemos compreender aquilo que não sentimos, mas que já é de uma forma implícita, transmitida àqueles que estão prontos para julgar, como um pedido de socorro, não uma condenação.

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Direitos autorais da imagem de capa: ivanmateev / 123RF Imagens

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