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“Não sei como vou viver com isso”, diz ucraniana estuprada por soldados russos

Foto: Unsplash
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Uma mulher ucraniana denunciou soldados russos por estupro, na cidade de Shevchenkove, próxima à capital, Kiev. De acordo com a vítima, as tropas de Moscou teriam matado seu marido momentos antes de invadir a casa da família, onde também mora a filha de 4 anos do casal.

Em entrevista ao veículo britânico The Times, a mulher, de 33 anos, contou que ela e o marido, de 35 anos, encontraram os soldados desse mesmo grupamento horas antes. Segundo a ucraniana, eles questionaram a tropa russa sobre a morte do cachorro da família.

Apesar de ter pedido desculpa pela morte do cão, parte do grupamento voltou horas mais tarde à propriedade. O marido da mulher violentada saiu para ver o que estava acontecendo, quando foi atingido por um único disparo. Logo em seguida, dois soldados russos entraram na casa.

“Eu chorei, ‘Onde está o meu marido?’. Então olhei para fora e o vi no chão, próximo ao portão. Um soldado mais jovem colocou a arma na minha cabeça e disse: ‘Eu matei o seu marido porque ele era um nazista’”, conta a ucraniana.

A mulher pediu à filha que se escondesse no cômodo onde fica o aquecedor da casa, que era usado pela família como abrigo. Logo em seguida, os dois soldados que entraram na casa começaram a estuprar a ucraniana, enquanto a ameaçavam de morte.

“[O soldado] disse: ‘É melhor você ficar calada ou vou buscar sua filha e mostrar para ela o cérebro da mãe espalhado pela casa. O tempo todo ele segurou a arma na minha cabeça dizendo: ‘Devemos matá-la ou mantê-la viva?’.”

Depois do caso, a ucraniana e sua filha deixaram a casa em que viviam, construída, segundo a mulher, pelo marido. “As memórias são duras. Não sei como vou viver com tudo isso, mas ainda sei que meu marido construiu aquela casa para nós. Eu nunca serei capaz de vendê-la.”

De acordo com autoridades russas, existem múltiplas denúncias de estupro coletivo por toda a Ucrânia desde o início da guerra. Em parte desses casos, as vítimas são idosas que não puderam sair de casa.

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