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Não somos o que sentimos, mas podemos ser

Ultimamente, eu ouvi várias vezes a expressão “o que somos, a não ser aquilo que sentimos.”  Soava em meus ouvidos com tanta convicção que por pouco quase me deixei levar por essa “filosofia de vida”.

Certamente ela explica muita coisa. Mas diante de tanta dor, sofrimento e tristeza, eu pude olhar para mim mesmo e, simplesmente, eu não poderia aceitar ser tudo aquilo que estava sentindo!



Então, eu me lembrei de um versículo que diz “quem pode entender o coração humano? Não há nada que engane tanto quanto ele”. Em outra tradução esse mesmo versículo fala que “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa. Quem o conhecerá?”.

Se há mais de dois mil anos os homens questionavam o coração como uma “terra estranha”, como posso, então, entregar tudo o que sou ao que sinto?

É fato que em um único dia podemos sentir tantas coisas diferentes, contraditórias e confusas. Emoções que afetam o humor, o comportamento, as tomadas de decisão.

Todo mundo dentro de si carrega, necessariamente, as quatro emoções inatas do ser humano: felicidade, tristeza, raiva e medo. Somos a soma, a mistura, a fusão e sinergia desses quatro pilares. Ora um fica mais evidente, ora outro; e isso é o que nos move para a autopreservação e multiplicação, mas não é o que nos define!


Realmente, definir o nosso ser apenas pelos sentimentos é limitar toda a complexidade que é o ser humano. Não consigo acreditar que somos o que sentimos. Mas acredito que podemos ser, sim, o que sentimos. Da mesma forma que podemos ser o que pensamos.

Na verdade, podemos ser o que quisermos ser. Nós nos tornamos aquilo em que acreditamos e, de certa forma, isso passa a fazer sentido para quem acredita.

Somos um “tornar-se”… a vida é um gerúndio de crescimento, aprendizagem, mudança. “Nada é mais simples, não há outra forma, nada de perde, tudo se transforma”, já cantou Jorge Drexler.

Há momentos em que é necessário contrariar os sentimentos para seguir em frente. Eles vão continuar lá, gritando, tentando chamar atenção, mas é preciso se apoiar na fé naquilo em que se acredita.


Afinal, somos as nossas próprias escolhas e todas as consequências advindas do que escolhemos. Mas não só isso, somos também as escolhas que ainda faremos!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: vladteodor / 123RF Imagens

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