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Não somos todos iguais: descubra porque o ato de generalizar está limitando sua visão…

Quando você acredita que toda grande empresa abusa de seus trabalhadores, você está generalizando.

Quando você afirma que toda grande marca usa de trabalho escravo, você está generalizando.



Quando você diz que todo pastor de igreja evangélica é ladrão, você está generalizando.

Quando você defende que todos que hoje estão no poder destroem as leis e a justiça, você está generalizando.

Quando você propaga que todos os políticos são corruptos, você está generalizando.


Generalizar é um perigo!

Generalizar é como dizer que todo funcionário faz corpo mole.

Generalizar é como afirmar que todo filho tende a ser ingrato.

Generalizar é como acreditar que todo estudante da rede pública é mau aluno.


Generalizar é como reclamar do trânsito sem se dar conta que você faz parte dele.

Generalizar é como defender que para ter sucesso na vida, só fugindo do seu Estado ou do seu país de origem.

Generalizar é como defender que toda cartomante é charlatona.

Generalizar é como bradar que somente a sua forma de pensar é correta e que você tem todas as respostas para as mais complexas questões do multiverso…

Tudo onde colocamos nosso foco tende a crescer. Uma vez que nos propomos a falar sobre uma realidade, devemos ser responsáveis e apresentar o “todo” e não apenas uma – limitada – perspectiva. Quando destacamos apenas os aspectos maus, quando ignoramos os bons exemplos, deixamos de oferecer ao mundo focos de luz, de bondade e de esperança. Permita-se sair, nem que seja de vez em quando, do seu universo paralelo. Amplie sua visão. É um favor que você fará a si mesmo. Leia jornal. Leia diversos jornais. Converse com pessoas. Interaja com diferentes tribos, ideias, religiões, profissões e classes sociais.

É preciso parar de “culpar” os cosmos por cada pequeno resultado que nos acontece na vida. Todos os seres humanos possuem um “eu” interno dotado de livre-arbítrio. O que nos leva a observar que o nocivo não está nas grandes marcas e empresas e, sim, no uso que alguns fazem delas. Crenças e religiões não são ruins. Ruim é o uso que alguns fazem delas. Poder e dinheiro não corrompem o caráter. Apenas dão maior visibilidade para a índole que alguns sempre tiveram. A política não é sinônimo de sujeira. A política, em sua essência, é a busca pelo bem coletivo. Sujo é o uso que alguns fazem desse indispensável sistema social.

A boa notícia é que existem, sim, exemplos positivos em todos os segmentos, classes e nichos. E não é preciso ignorar os problemas humanos e sociais para admitir que há muita coisa bacana acontecendo por aí. É importante, claro, que os sistemas se permitam receber influências externas, porém, mais importante ainda, é estar inserido neles para que possamos observar de perto seu real funcionamento. Sem este conhecimento, patina-se no escuro. Todo discurso fruto do desconhecimento convence as pessoas apenas da nossa própria ignorância em determinados assuntos.

Se você discorda das atitudes, das crenças ou da ideologia de alguns, não os julgue. Levante-se e vá fazer da maneira como acredita ser correto. É fácil – e muito cômodo – criticar quando se está sempre sentado e mofando dentro do próprio cafofo. Desafiador é se comprometer com a missão de colaborar com uma transformação de “dentro para fora”, em todas as áreas da existência, seja a nível pessoal ou a nível nacional.

Reflita sobre isso.

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Direitos autorais da imagem de capa: anyaberkut / 123RF Imagens

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