Reflexão

Não tenha medo de ficar sozinha. Tenha medo de ter um relacionamento ruim

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Se seu único motivo para permanecer numa relação é a carência, então já passou da hora de reavaliar essa relação!

Chega a ser engraçado perceber que, mesmo com o avanço das discussões sobre a independência de homens e mulheres, a busca por relacionamentos menos idealizados e para que cada um viva a sua verdade, ainda exista esse peso sobre os relacionamentos românticos, como se seu sucesso em todos os setores não fosse suficiente — ou nem sequer validado — se você não estiver num relacionamento.

Relacionamento este que também deve cumprir diversos critérios! Preferencialmente o casal deve ser constituído de um homem e uma mulher cisgênero, ambos em momentos incríveis em suas carreiras, independência financeira e que demonstrem carinho constantemente para os outros verem como vocês são o casal perfeito. Mas não sejam melosos, pois isso pode transparecer falsidade sobre a relação, e ninguém quer isso, não é mesmo?

Nós nos apegamos a essa ideia de relacionamento afetivo, de que nossa vida não estará completa se não tivermos alguém com quem dividi-la romanticamente. E com o advento das redes sociais, namorar, casar… já não é mais somente sobre a vida a dois, mas principalmente sobre como isso aparenta ser.

Não me entenda mal, afinal estar numa relação amorosa pode ser incrível! Se tudo ocorrer de forma saudável, se as pessoas envolvidas carregam em si uma mistura de intenso amor e respeito mútuo, a rotina do casal flui de lindamente, com seus altos e baixos, é claro! Mas passando por tudo juntos sempre.

Quando somos crianças, graças aos contos de fadas, acreditamos que os casais devem estar juntos, pois se amam e não querem viver longe um do outro. Muito da nossa infância deve ser superado, mas uma coisa poderíamos manter: esse brilho nos olhos sobre o amor. Entrar numa relação por amor, paixão, por querer estar com outro e não porque é o que “parece certo” naquela fase da vida ou porque é o que esperam de você.

Parece que valorizamos mais o amor quando pequenos do que nas fases em que podemos experienciá-lo. Ficar juntos por comodismo, por medo da carência, para que os outros não comentem a sua vida, não se assemelha nada à beleza do amor que nos ensinaram.

Sim, amar envolve muita decepção. Podemos começar nossa vida afetiva com toda a energia daquela criança que acreditava no amor e, por conta de vários tombos no caminho, passamos a acreditar que aquela linda sensação pertencia apenas aos contos e filmes. Mas se eu puder lhe fazer um pedido, por favor, por mais dolorosas que tenham sido suas experiências, não deixe que as dores do passado a impeçam de viver algo lindo agora ou no futuro.

E ficar só não é a pior coisa do mundo também! Às vezes, o que você precisa para se sentir melhor é justamente passar mais tempo consigo, com os seus amigos e familiares, longe um pouco dessas expectativas sobre relacionamentos amorosos.

Esse processo de autoconhecimento é confortável e indolor? Não mesmo, muito pelo contrário! E é por isso que algumas pessoas preferem pular de um relacionamento frustrado para o outro, pois a possibilidade de ter de olhar para dentro de si e lidar com as próprias questões pode ser assustadora para alguns.

Se seus únicos motivos para permanecer numa relação são a carência e para manter as aparências, reavalie essa união! Por você e pela pessoa que um dia você disse amar, dê um fim a isso que há muito está acabado. Será incômodo, mas é o que você precisa para viver coisas melhores.

Um amor melhor.

Uma versão de você mais madura e feliz.

Ambos são conquistas por que vale a pena lutar!

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