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Mônica Calazans, primeira pessoa vacinada no Brasil, encoraja: “Não tenham medo!”

Enfermeira de 54 anos foi a primeira pessoa imunizada no país minutos depois de a Anvisa aprovar o uso emergencial da CoronaVac.



A enfermeira Mônica Calazans, que trabalha na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, foi a primeira pessoa no Brasil a receber a vacina contra o novo coronavírus. Ela recebeu a primeira dose no domingo, 17 de janeiro, no Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Mônica, de 54 anos, trabalha na linha de frente do sistema de saúde e tem ajudado milhares de brasileiros durante a pandemia. Segundo o G1, ela recebeu a vacina apenas alguns minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da CoronaVac.

Uma grande vitória para o sistema de saúde, o campo científico e para os brasileiros.

Muito emocionada, Mônica pede a todos os brasileiros que acreditem no poder da vacina e faz um apelo para que pensemos nas vidas que perdemos, nas famílias inteiras que foram vítimas desse vírus.

Ela conta que quase perdeu o irmão, que estava com sintomas graves de covid, e foi isso que deu a ela a coragem para participar da campanha de vacinação. Além de fazer parte da linha de frente do combate ao vírus, Mônica pertence ao grupo de risco, o que a deixa duplamente vulnerável.


Segundo a enfermeira, ela está trabalhando, desde o início da pandemia (há dez meses), em dois hospitais, de forma incansável.

Para ela, a vacinação é a chance que temos de salvar mais vidas. Mônica, que foi voluntária da terceira fase dos testes da CoronaVac, revela que foi alvo de muitas piadas, críticas e até memes. As pessoas, contrárias à vacinação em massa, afirmavam que ela não passava de uma cobaia, mas ela não se importou. Percebendo a grandiosidade de seus atos, ela seguiu trabalhando, como voluntária e cuidando das pessoas ao seu redor.


Segundo reportagem do G1, Mônica trabalhou como auxiliar de enfermagem durante quase 30 anos, e conseguiu se graduar em Enfermagem aos 47 anos. Ela é viúva, mora com seu filho e também cuida de sua mãe, que tem mais de 70 anos e mora em outro endereço.

Mônica Calazans é a personificação da maioria das mulheres brasileiras: trabalhadora, corajosa, cuidadora, amorosa, afetuosa e gentil.

Direitos autorais: reprodução/G1.

A segunda pessoa a receber a primeira dose da CoronaVac foi o também enfermeiro Wilson Paes de Pádua, de 57 anos, que trabalha no Hospital Vila Penteado. Muito feliz por ser contemplado com a imunização no primeiro dia da campanha, ele afirma que todos temos de lutar e defender a vacina, a ciência e o Sistema Único de Saúde (SUS), para que todos saiamos da pandemia.

Wilson revela que já se infectou com o vírus, quando trabalhava na linha de frente, e pensou, em vários momentos, que ia morrer. Em várias ocasiões, ele conta que rezava a Deus, porque achava que era seu momento de partida. Ele conta que perdeu muitos colegas, também da área da saúde, para o vírus, pessoas que não tinham a opção de não se infectar.

A terceira pessoa vacinada no Brasil foi a médica geriátrica Fabiana Fonseca, que atua na emergência do Hospital Padre Bento, em Guarulhos. Os hospitais da cidade têm chegado muito próxima de um colapso, pois quase todos os leitos de UTI estão ocupados.

Outro momento especial no primeiro dia de vacinação foi quando Vanusa Kaimbé, de 50 anos, recebeu sua dose da vacina. Vanusa é técnica em enfermagem, assistente social e presidente do Conselho dos Indígenas de Kaimbe, em São Paulo. A primeira indígena do Brasil a ser vacinada conta que se sentiu representante da população indígena, afirmou que as doses salvam vidas e que recomenda a imunização a todos os seus familiares.

Direitos autorais: reprodução/G1.

A pessoa mais velha a receber a primeira dose da CoronaVac, dia 17, foi o médico Almir Ferreira, de 79 anos. Diretor da emergência do setor de neurocirurgia do Hospital de Clínicas, ele acredita que o dia foi uma dádiva. Ele se comparou a Joe Biden, atual presidente dos Estados Unidos, que afirmou se sentir uma criança iniciando a vida, ao receber a primeira dose da vacina.

Para Almir, a imunização garante que os profissionais da área da saúde trabalhem com mais tranquilidade, podendo atender os pacientes com covid da melhor maneira possível.

Direitos autorais: reprodução/G1.

O médico conta ainda que, mesmo fazendo parte do grupo de risco, ele nunca deixou de atender seus pacientes, e afirma que escolheu a medicina porque quer ajudar as pessoas.

Todos os profissionais da área da saúde escolheram salvar vidas, e podemos perceber a nobreza dessa profissão durante a pandemia. São pessoas que atuam de forma incansável para garantir que muitos sobrevivam.

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