Comportamento

“Não trabalho de graça.” Entregador deixou um bilhete para cliente que não lhe deu gorjetas

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O motorista de entrega afirma que fez o vídeo para incentivar os clientes a darem gorjetas, já que a empresa fornece apenas uma taxa mínima de serviço.



A cada ano, temos visto a internet e os aplicativos dominarem qualquer mercado existente. Se antes era preciso sair de casa para arranjar um encontro, hoje você o tem a poucos cliques; se precisava ligar para aquele restaurante para pedir uma refeição, hoje pode descobrir novos estabelecimentos sem precisar falar com ninguém e sem sair de casa também.

Para tudo existe uma forma mais rápida e de menor interação humana possível, utilizando apenas instrumentos disponíveis em um smartphone. Há quem acredite que os aplicativos vieram revolucionar o mercado trabalhista, facilitando as relações e inclusive aumentando a quantidade de vendas.

Para muitos estudiosos do mercado econômico, a popularização dos aplicativos de entrega, por exemplo, apenas precariza a situação do trabalhador. Se antes ele era amparado pelas leis trabalhistas, hoje, enganado pela falsa ideia de empreendedorismo, ele se vê totalmente à mercê das vontades e imposições do mercado, ganhando muito menos do que antes por isso e sem direito a férias, 13º salário, carteira assinada, INSS e vários outros benefícios que muitos brasileiros conhecem bem.


Para os entregadores, uma das únicas maneiras de aceitar algumas entregas é sabendo que vão receber gorjeta. Como as empresas dos aplicativos apenas garantem uma taxa mínima para cada deslocamento, acabam não valendo a pena certos trajetos, já que o dinheiro que ganham é inferior ao que gastam com combustível, por exemplo.

Muitos têm reclamado recentemente do aumento dos cancelamentos dos aplicativos de carros no Brasil inteiro, mas esse é apenas um reflexo da baixa remuneração dos motoristas. Um homem que se intitula French Fry Thug, que trabalha com entregas de comida, fez um vídeo que viralizou no TikTok, entregando uma carta a uma cliente que não lhe deixou gorjeta.

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Direitos autorais: reprodução TikTok/@frenchfrythug.

Segundo reportagem do Insider, o bilhete dizia que se a cliente não podia dar gorjetas, deveria ir buscar sua refeição por conta própria. Ele ainda pergunta quem ela pensava que era para pedir comida e solicitar que alguém deixasse à sua porta de graça.


Com um perfil voltado principalmente para os “perrengues” que passa na profissão, ele deixou a nota para a mulher  chamada Amy com o intuito de incentivar os clientes a darem a gorjeta que os entregadores tanto merecem.

De acordo com suas declarações, ele ainda explicou que não tem o hábito de não receber gorjeta por suas entregas e que só aceitou essa porque conhecia Amy, que era uma cliente fidelizada na empresa e que tinha o hábito de nunca dar dinheiro aos funcionários. Na carta, o entregador ainda colocou um espaço dizendo que ela teria chances para consertar seus erros e deixou o número de uma conta de serviço de pagamento móvel.

A empresa de entrega de comidas, chamada “DoorDash” fez um comunicado dizendo que o comportamento do entregador era impróprio e que não iria tolerá-lo. Informou que estava investigando o incidente e que tomaria as medidas cabíveis ao caso. O vídeo acabou tomando proporções inimagináveis, criando um debate sobre as gorjetas.

Muitos usuários declararam que não dão gorjetas, já que é a empresa quem deve pagar os salários de seus funcionários, além de cobrar uma taxa de entrega para cada pedido. Outros defendem que essas empresas pagam um valor mínimo aos funcionários, que praticamente precisam usar o dinheiro para arcar com as próprias despesas, como gasolina, ficando a cargo das gorjetas o lucro do dia.


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Direitos autorais: reprodução TikTok/@frenchfrythug.

O usuário publicou outro vídeo dizendo que não sabia que existiam tantas pessoas contrárias às gorjetas assim e explicou que, para os funcionários, o pagamento é muito baixo, que quase não compensa seu deslocamento à casa do cliente.

Com cidadãos que não sabem ao certo como é feito o pagamento dos entregadores, e funcionários que apenas buscam seus direitos, ainda é preciso muito para fazer com que essa profissão, da maneira em que foi estabelecida, não seja apenas uma fonte de lucro para grandes empresários.


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