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Médica revela: “Nas UTIs, não faltam doentes iludidos que tomaram cloroquina em casa”

Viviane trabalha diariamente com pacientes com casos graves de covid-19 e coordenou um estudo sobre a doença. Entenda!



O uso da cloroquina como forma de prevenção da covid-19 tem sido incentivado por políticos durante a pandemia. No entanto, é grande o número de profissionais de saúde que reprovam tanto esse quanto outros medicamentos incluídos no “tratamento precoce”.

Já falamos por aqui sobre a infectologista brasileira Naihma Salum Fontana, que trabalha na linha de frente, e recentemente afirmou em entrevista ao G1 que o “tratamento precoce” não funciona e que o uso de medicamentos, como hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e ivermectina pode resultar em demora na busca do serviço de saúde para avaliação dos efeitos silenciosos da doença, e que faz com que as pessoas se sintam protegidas, quando na verdade não estão.

Recentemente, outra profissional brasileira se manifestou sobre o uso de um desses medicamentos: a cloroquina. A médica Viviane Veiga, coordenadora de UTI do hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo e presidente eleita da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva (Sopati), acompanha pacientes com covid-19 em situação grave (já foram mais de 800) desde o começo da pandemia.

A médica também foi coordenadora de um estudo sobre a doença, publicado em janeiro, no The British Medical Journal (BMJ).


O estudo foi realizado por um grupo de hospitais privados, que pesquisam sobre a doença, chamado Coalizão Covid Brasil.

Em entrevista à UOL, a médica falou sobre a sua realidade na pandemia e também sobre a pressão que tem sentido de pacientes que desejam que ela prescreva cloroquina e outras medicações “preventivas”.

Ela explica que, em muitos casos, as famílias levam remédios externos e procuram “soluções milagrosas” para os pacientes internados, e que, nesses momentos, precisa explicar que faz medicina “baseada em ciência” e que só age quando há evidência científica.


Viviane também comentou que diz às famílias que “não faltam pacientes” nas UTIs que consumiram cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina ou azitromicina em casa e ainda assim tiveram casos graves da doença.

Ela ainda explica que esse tipo de ideologia não pode “levar” os médicos e que sua recusa a prescrever a hidroxicloroquina, porque não está relacionada à política, pois seu “vínculo é com a ciência”.

Sobre os médicos que prescrevem essas medicações e as ações do Ministério da Saúde de difundir o uso da cloroquina como “tratamento precoce”, Viviane diz que vê isso como um “enorme desserviço”. Ela ainda acrescenta que as fake news e o negacionismo incentivam as pessoas a buscarem soluções mágicas, e o resultado são os mais de 210 mil mortos no país.

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