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À natureza que nos fala…

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Como crianças estamos sempre a buscar respostas. O que nos intriga, o que nos perturba, o que nos rouba horas a fio, são hoje anseios diferentes dos da infância. Mas é certo que os questionamentos não se vão nunca, somente mudam de figura.



Como péssima ouvinte ou intérprete de minhas orações(conversas) para com Deus, que sou. Acabei por perceber que para mim, ele falaria de modo indescritível por meio da natureza. Suas estações, seus silêncios, suas esperas, seus frutos…

Descobri que em momentos castigantes, de sol forte do meio dia, de desertos, e em momentos de forte seca e aridez; eu devo poupar-me um pouco, dobrar-me um tanto, e não há nada de errado com isso. A natureza me diz muitas vezes, que preciso da sabedoria de não lutar contra o inevitável, mas suportá-lo! Curvar-me um pouco, recolher-me diante de. É como as folhas que se enroscam para se proteger enquanto o sol castiga, porque ainda não é tempo de refrigério. Então, a lição aí é de recolhimento. E nós bem sabemos que o verão tórrido passará e até será amenizado ,vez por outra, com uma chuva leve, ou pela doce mão de quem cuida.Ainda assim, ele é necessário para o desdobramento da vida. Mas, ele certamente passará!

Diante das árvores que colocam frutos, eu percebi que muitas demoram uma vida para colocá-los. Mas, quando os frutos chegam no momento certo deles, é impossível contê-los! Eles não vem em um ou dois, afinal é o tempo certo, que se apresenta. Eles vem aos montes!! Sim eles aparecem logo após as flores e as borboletas e como tudo tem sua vez, eles vem junto com as abelhas. E é uma bela estação a ser vivida. E quando um bom fruto lhe aparece, no tempo certo, muitos outros haverão de surgir. Isso é fato e a natureza não mente! Eu tenho percebido que na vida é assim. Naquele momento, quando tudo parece dar certo, uma avalanche de coisas boas nos acontece. E permanecemos assim, por um bom tempo. Mas, eu aprendi ainda, que devo saborear os frutos que a vida me dá. Mas, também devo guardar um pouco essas alegrias para mim. Devo distribuir um pouco delas e devo sempre lembrar-me delas, para os dias de escassez. Porque a natureza me diz, que embora eu não precise temer, eles virão. E minha fé em tempos melhores, precisa ser perene.


E assim, quando preciso de respostas, eu procuro a natureza que fala tão alto para mim. Nos pássaros, no céu, nas árvores, nos ventos de inverno, na chuva que é tão renovadora e no intrigante brilho das estrelas. Eu rezo e converso muito com Deus sem dúvida. Contudo, é lá na natureza, nessa Sua obra que está em constante mutação, crescimento e renovação, que eu busco crescimento e renovação para minha vida. É no movimento da natureza, que minha fé se desenvolve e eu na minha pequenez, posso ouvir a Deus.

Não sei se você que lê esse relato agora, tem as respostas de Deus para suas estações. Se você é abençoado com visões, profecias, com uma oração que te elucida. Não sei se você está com a vida, sob sol forte, ou sob forte abundância. Eu só sei, que existem muitas estações e sei também, que para todas elas, Deus mostra uma saída, um modus vivendi.

Então, seja sua estação de frio ou calor, fortes chuvas ou desertos da alma… meu humilde conselho é que a natureza nos fala! E assim como o livro da vida, as respostas para tudo estão lá e elas não tem fim; A espera de quem precise delas, de quem precise de renovação, de quem precise de paz e silêncios…A espera, daqueles que precisam ver para crer, que há tempo, para toda e qualquer estação. E se essa, não é sua estação favorita, ela certamente chegará, basta saber esperar. E se você perguntar, a natureza vai te dizer: como viver toda e qualquer situação, até lá!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que criou o universo a partir de Si e da Sua imagem, para que sempre que precisássemos, pudéssemos encontrá-lo.


Beijos de luz!

Míriam Souza

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