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Nem sempre é fácil o caminho de um buscador…

Nem sempre é fácil o caminho de um buscador. Muitas vezes solitário, e mesmo acompanhado, é um caminho interno a ser percorrido.

Quando nos colocamos à frente, como marcadores de passos, deixando pegadas no chão e sendo exemplo, o universo nos testa o tempo todo. Afinal para sermos exemplo de algo, precisamos estar afinados na caminhada.



Há que se ter um elo forte entre o coração e a alma: o equilíbrio.

Não é tudo rosa e perfumado, mas, quando se está entregue, sabemos que tudo tem um propósito e um início, meio e fim. Se ficarmos presos à palavra e ao sentimento problema, jamais encontraremos soluções. Se ficarmos presos ao ego, jamais conseguiremos auxílio.

O caminho de um buscador, passa pela noite escura da alma, onde ele terá de enfrentar seus medos até diluí-los, enfrentar suas sombras até iluminá-las, enfrentar suas lágrimas até que se tornem sorrisos, sua raiva até que se acalme e se torne compaixão. Somos lapidados e purificados o tempo todo.


A jornada toma outra forma quando saímos da ideia de controle ou de que há algo ruim acontecendo. Ela se torna mais suave, mas, para conseguirmos chegar nesse ponto de entrega, rendição e aceitação, precisamos passar por vales escuros, sombrios e frios. Precisamos aprender a enxergar com o coração, onde pisar, o que tocar e como respirar, sem nos intoxicarmos com o mal do mundo.

Estar no mundo sem ser do mundo. Estar na escuridão sem pertencer a ela. Estar na dor, sem nos identificarmos com ela.

Quando nos identificamos com a dor, ela se torna sofrimento e não nos traz nenhum ensinamento, e ainda temos grande chance de cairmos na posição de vítima. Passar por essas fases todas é tão necessário quanto respirar, pois, somente assim aprenderemos a caminhar o caminho, sabendo que ele é nosso mestre e não o destino final.

Não é “lá” que habita a sabedoria, mas na entrega aos aprendizados do caminho. Crescer, inclusive como Ser Humano, exige de nós que tenhamos clareza em cada escolha, em cada palavra, em cada ação, mas principalmente, exige que tenhamos a coragem de nos curvar e nos momentos difíceis, pedir ajuda. Porque pedir ajuda é uma das maiores lições que temos que aprender. Sair da autoimportância, do ego e do sentimento de que podemos tudo. Não podemos, não sozinhos.


Aprender isso é de grande valia, pois encurta caminhos. Afinal estamos sempre dispostos a ajudar, mas nos sentimos pequenos ao pedir ajuda; e enquanto não nos curvamos, tomamos pedradas, até compreendermos que a coluna foi feita para se curvar também, em sinal de humildade e aprendizado.

Quando compreendemos isso e nos entregamos, sem questionamentos, uma força imensa toma conta de nós. Nesse momento o universo compreende que estamos aprendendo e nos preenche de coragem, dá cor à ação e nos tornamos gigantes, pois não somos mais um, somos uma unidade com todos os que nos cercam.
Ser forte é saber-se parte e ser sábio é compreender-se inteiro com todas as partes!

Aí, nasce nossa força e a reconhecemos. E dessa força nasce uma alma liberta e absolutamente poderosa, porque já não briga mais com o caminho, está em estado de rendição e reconhece que, mesmo nas pedras, os mestres estão para nos ensinar.

Então aprendemos que somos breves e precisamos ser cada dia mais leves e fortes!


Direitos autorais da imagem de capa: pixabay / StockSnap-894430

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* Matéria atualizada em 05/04/2018 às 7:24





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