Nem sempre o divórcio é dentro de um relacionamento….

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O Divórcio…

Nem sempre o divórcio é dentro de um relacionamento. Algumas vezes nos divorciamos de coisas, de situações, de teimosias…

E eu? Ah, eu me divorciei do trabalho. Uma coisa na qual sempre pensei… Confesso! Mas as obrigações, as contas vencendo e o status não permitiam. Até que o outro lado decide acabar com esta união.



Como em todo divórcio ou perda vem uma sensação de incapacidade, incompetência, revolta. Por que eu?

Por que não conversaram comigo antes? Por que me dediquei tanto sem ser valorizada? Perguntas e mais perguntas que ficam na mente o tempo todo. Sinto dizer: NÃO HÁ RESPOSTAS!

Fato é que o outro lado deixou de te “amar”. Você deixou de ser parte daquela história. Aceite!

Na teoria tudo é muito simples. Mas quem está passando por isso sabe que não é nada fácil. Dúvida, ansiedade, medo do futuro, esperança, liberdade, saudade, apego… Tudo se confunde em um sentimento que faz bem e mal na mesma proporção.


Certo apenas de que neste momento és uma desempregada. Palavrinha carregada de preconceito, de olhares penalizados, de auto piedade, de controle das despesas, de julgamentos e de um salário desemprego medíocre.

Em meio a tantas situações desgastantes, estressantes e ao excesso de trabalho em horas quase desumanas, quando os papéis do divórcio são assinados tudo o que vem a mente é: Eu tinha um bom salário! Eu dei meu sangue para ter esse salário! Mas a que preço? Quantas noites mal dormidas, quantas lágrimas derramadas, quantas vezes o desejo de pegar a bolsa no meio do dia e sair correndo? Quantas vezes você mesma pensou neste divórcio como uma solução?

Mas os seres humanos são bichos estranhos. Sofrem, mas persistem! Ficam doentes, mas continuam tentando agradar no trabalho! Deixam os sonhos, mas acham que estão no caminho certo!


No meu caso, o divórcio veio de supetão. Um sopro, que não sei de onde veio, disse-me na tarde anterior: Chegou sua hora, não chora!

E assim tive uma noite de preparação, quase em claro. Divórcio pedido pelo outro dói mais que se fossemos nós a pedi-lo. Orgulho? Talvez! Medo? Certamente!

Agora começa um (re)aprendizado. Descobrindo o prazer de andar no shopping no meio da tarde, adaptando-me com a falta de prazos e pressão, (re)pensando a vida e descobrindo o prazer de ter a oportunidade de fazer diferente.

Afinal, muitos sonham e alguns podem, com frio na barriga, RECOMEÇAR DEPOIS DOS 30!!!!

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