Reflexão

“Nenhuma criança nasce folgada, ela aprende a ser” (Içami Tiba)

Em muitos momentos, ficamos nos perguntando em que momento aquele adulto complexo e esparramado se tornou tão folgado. Para alguns, a resposta é: na infância!



A educação infantil é um tema delicado, e cada ciclo familiar tem a própria realidade. Mesmo assim, todos se acham no direito de opinar sobre a educação que as crianças recebem, já que acreditam que a formação de bons sujeitos seja majoritariamente responsabilidade dos pais ou responsáveis.

O médico psiquiatra e escritor Içami Tiba passou grande parte de sua vida profissional tentando oferecer algum caminho para os pais.

O médico escreveu dezenas de livros, entre eles “Quem ama, educa!”, onde aborda com muita ênfase a educação infantil, inclusive falando sobre crianças e adolescentes que se tornam folgados.


Segundo o psiquiatra, nenhuma criança nasce folgada, ela aprende a ser assim com o tempo, afirmando que a socialização tem grande influência na personalidade dos indivíduos. Em reportagem de 2016 ao programa “Provocações”, para Antônio Abujamra, o psiquiatra reforça a importância do pai e da mãe na formação daquela criança como cidadão adulto e responsável por seus atos no futuro.

Também explica que onde existe uma pessoa folgada tem alguém que está sufocada, lembrando sempre da sobrecarga materna. Em alguns momentos, é mais fácil para a mãe, que precisa lidar com praticamente todas as demandas da casa e dos filhos, além do trabalho remunerado, simplesmente fazer o que precisa ser feito, ao invés de pedir ajuda.

Mas é importante lembrar que “pedir ajuda” envolve pessoas que não fazem parte da dinâmica familiar, são visitas que passaram pela sua casa e que podem oferecer uma mão em determinado momento. Quando falamos de indivíduos que moram na mesma casa, precisamos lembrar que não é ajuda que recebemos, e sim divisão de tarefas, e isso inclui, sim, os filhos.

De acordo com Içami Tiba, é preciso ir explicando ao filho, desde o início, os valores, obrigações e consequências dos atos, para que, na idade adulta, compreenda que essa é a forma natural de viver em sociedade. Obviamente que não vamos colocar uma criança de 2 anos para trabalhar, estamos apenas abordando a questão do zelo, do cuidado com os objetos e a rotina da casa.


Meninos e meninas precisam fazer parte da dinâmica da casa, precisam aprender como as coisas funcionam para que, no futuro, possam se virar sozinhos.

A coisa que os pais mais querem é que seus filhos conquistem o mundo, que saibam exatamente como se comportar em comunidade e, principalmente, que reconheçam seu valor. Trate seu filho da forma como você gostaria de ser tratado e da forma como você quer que o tratem no futuro.

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