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NENHUMA INQUIETAÇÃO É VAZIA! E UMA HORA ELA TRANSBORDA DE TÃO CHEIA!

E eu já inicio “cutucando” com uma pergunta cabulosa: Do que você foge? E os resistentes a me retrucarem dirão abruptamente: “Eu? Eu não fujo de nada!” Será? Então… Responda para si mesmo:


– Quantas horas você passa na internet do seu celular vigiando sorrisos alheios, números de seguidores, de compartilhamentos, de inscritos e de curtidas vindos de suas mídias sociais?

– Quantas vezes você culpou o mundo, a Deus, os outros, o amor ou o coração por não assumir partes inseguras do seu ego? Quantos momentos você se viu preso a uma mesa de trabalho com medo de enfrentar sua liberdade interior? Quantas vezes preferiu a estagnação a mudanças?

– Quantas vezes buscou por doses viciantes de alegrias do seu mundo exterior para ofuscar a tristeza e a intranquilidade do seu mundo interior? Quantas vezes se viu corrompido pelo uso excessivo da endorfina através de atos sexuais irresponsáveis vindos de relações totalmente frágeis e superficiais?


– Creio que muitos responderão com advérbios de intensidade, uns para mais outros para menos. A realidade é que todos nós escapamos de algo na tentativa de afastar aquele incômodo desconhecido conscientemente. E daí a confusão vem sempre como resposta às perguntas: “Por que a insatisfação permanece comigo?

– Por que tenho tantas dificuldades nos meus relacionamentos? Por que não consigo me realizar profissionalmente? Por que a sensação chata da angústia e do medo me perseguem?” A vitimização, na maioria das vezes, sobrepõe-se à cura. Pois, como diz o psicoterapeuta alemão Bert Hellinger “Sofrer é mais fácil do que encontrar soluções.”


Mas, então, do que fugimos tanto? E a resposta é bem mais evidente do que parece: DE NÓS MESMOS!

Certa vez uma grande amiga minha revelou que apresentava em alguns momentos um desassossego sem explicação e que parecia não ter nome. Mas… Será que não tem nome? Afinal, nenhuma inquietação é vazia! E uma hora ela transborda de tão cheia!

O fato é que vivemos nos distraindo navegando pelo mar de nossas vidas para ocultar aquela calmaria externa aflita que nos acompanha. Então, agora convido você a parar um pouco. “Desconecte-se” de suas mais aparentes inverdades para se “conectar” à imensidão de sua realidade interna. É chegada a hora de lançar a âncora do medo e inundar-se! O medo irá prender a embarcação de sua vida para que o impulsione à tomada de uma ação. Não há saída! Vai logo! Precipite-se para descobrir-se… Transcender-se!

De antemão aviso: o autodescobrimento é um processo doloroso e solitário. As pessoas se apegam a tudo que está do lado de fora como doses viciantes para o alívio temporário de seus desconsolos já tão crônicos. E na verdade a resolução de nossas dores está dentro de nós!

O mergulho interior pode ser tenebroso, pois é chegarmos ao abissal da escuridão do nosso ser, é darmos de cara com os monstros do nosso passado. Mas… Ao confrontarmos tudo isto, aos poucos emergiremos e a claridade irá ficar cada vez mais fulgente, até nascermos de novo, ressurgindo das águas para vida! E é somente após a emersão dessa jornada singular que passaremos a entender e sentir a conexão positiva do universo com o nosso eu aflorado… Livre… Consciente… Curado!

Enfrentando-se… Nada mais o conterá e o fará ter medo. Pois seu coração aberto o conduzirá como um mapa sendo ajudado pelas águas da vida até chegar ao Porto de suas maiores realizações.





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