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Nigeriano pede em casamento jovem com albinismo rejeitada pela própria família

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Um jovem usou as redes sociais para declarar o seu amor à namorada albina e aproveitou o momento para pedi-la em casamento.

Cada cultura carrega sua soma de características, de vícios e de virtudes. Com o passar dos anos e com a chegada da internet, muitos traços escondidos sob a camada da distância e das fronteiras hoje são menos borrados. Por mais que ainda existam notícias falsas e muitas pessoas se empenhem em espalhar meros boatos, atualmente temos mais chances de nos conectar com informações de qualidade, e a uma velocidade nunca esperada.

De todas as características de uma sociedade, o preconceito que ela carrega diz muito sobre a ausência de informação e como a criação impacta diretamente no futuro da própria comunidade. Se em alguns lugares do mundo existe o preconceito de gênero, de sexualidade ou de identidade de gênero, em outros a cor da pele pode ser um fator determinante para excluir ou não uma pessoa de um círculo.

Talvez já tenhamos presenciado cenas bem parecidas no nosso cotidiano. O Brasil foi o último país — considerando sua extensão territorial e potência econômica — a abolir a escravidão, largando a população negra à própria sorte desde então. Até hoje ainda se discute o papel das políticas afirmativas, mesmo que já tenha sido constatado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que os negros são a parcela mais pobre do país e a menor parcela entre os mais ricos.

Em outras comunidades, o albinismo é um distúrbio genético capaz não apenas de provocar ausência de melanina na pele dos pacientes, mas também de fazer com sejam completamente excluídos dos círculos sociais. Não são poucas as notícias em grandes portais nacionais e internacionais sobre os casos de preconceito e violência contra essas pessoas.

Obediente à crendice popular em alguns países, a população chega a abandonar crianças nos primeiros anos de vida, as quais, quando chegam à idade adulta, acabam integrando a parcela da população mais pobre. Completamente rejeitados, sem conseguir emprego ou qualquer ocupação digna, acabam vivendo na extrema pobreza, sem ter sequer um teto para morar.

Em algumas comunidades, partes do corpo de pessoas albinas são vendidas como se tivessem poderes ou mesmo propriedades curativas. De acordo com reportagem da BBC, algumas pessoas acreditam que os albinos possuem poderes, e isso alimenta a ideia de sequestrar, caçar e até matar qualquer criança nascida com a condição.

O preconceito é ativo em muitos países, e foi exatamente por isso que um usuário do TikTok usou seu perfil nas redes sociais para declarar seu amor pela namorada, além de pedi-la em casamento publicamente. Segundo a publicação, a companheira já tinha sido rejeitada pelos familiares e por amigos, mas isso não foi motivo para ele não declarar seu amor.

2 Nigeriano pede em casamento jovem com albinismo rejeitada pela propria familia

Direitos autorais: reprodução TikTok/ @agbantara

O usuário explicou que, antes de se apaixonar, nutriram uma saudável amizade por cerca de um ano, mas esse processo fez com que se apaixonassem. Mesmo assim, a família e os amigos foram os primeiros a manter a rejeição, desaprovando qualquer união dos dois.

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Direitos autorais: reprodução TikTok/ @agbantara

Mesmo assim, o jovem oferece um dos momentos mais bonitos que já vimos. Ele filma a ocasião, fazendo questão de dizer a todos que está realmente apaixonado e que suas intenções são sérias, sem querer nenhum desentendimento com ninguém. A jovem aparece em vários dos vídeos, sempre ao lado do companheiro, em cenas inusitadas e outras extremamente conscientes.

A felicidade é um direito de todos, e muitas pessoas reconhecem que a interação humana e o amor podem ser instrumentos suficientes para destruir os preconceitos.

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